17 de fev de 2012

Lúcio Flávio Pinto mostra o seu lado dos fatos


O blogdo bacana procurou o jornalista Lúcio Flávio Pinto para saber seu ponto de vista sobre acondenação que recebeu por defender nossa Amazônia de grileiros.
O jornalista, dono do ‘Jornal Pessoal’publicou uma matéria no ano de 1999 que acusava o falecido empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida de tentar se apropriar ilegalmente de terras públicas na Amazônia. Em represália Lúcio foi processado por ‘ofender moralmente’ o empresário chamando-o de “pirata fundiário”
Lúcio Flávio Pinto foi condenado a pagar uma indenização à família do empresário de mais de R$ 8 mil,além de perder a condição de réu primário, o expondo à execução de outras ações, entre as 33 que lhe foram impostas nos últimos 20 anos por grupos políticos e econômicos locais, incomodados com as informações e denúncia sveiculadas em seu Jornal.
Confira nossa entrevista:

De que forma você vê a Decisão do Superior Tribunal de Justiça?
A corte não pode apreciar o mérito do meu recurso porque o presidente negou o seguimento.Faltaram alguns documentos nos anexos da peça. Não sei explicar a causa dessa ausência, mas certamente tem a ver com 20 anos a litigar na justiça sem descanso. Questões formais menores, que poderiam ser supridas, prevalecem sobre o essencial. Agora eu devia recorrer a uma ação rescisória para reabrir o processo, mas me recusei a isso porque precisaria me submeter novamente ao Tribunal de Justiça do Estado.

Segundoseu ponto de vista o que levou a Justiça a tomar tal decisão?

Foi uma nítida decisão política. O tribunal tinha a intenção de me punir, independentemente das provas da verdade e do direito. Além de ficar ao lado do grileiro de terras, queria calar um jornalista que acompanha com atenção e senso crítico as atividades do poder judiciário,que não gosta do controle externo.

Graças a este episódio nada relevante, a imprensa vem discutindo e até mesmo o apoiando,para o jornalismo de que forma o caso contribui para o exercício da profissão?

A tal da transparência mal chegou ao poder judiciário, o mais fechado, o mais corporativo e o mais sujeito a injunções. Ao dizer que "bandidos de toga" integram esse poder, a corregedora nacional de justiça, ministra Eliana Calmon, abriu caminho para uma visão mais realista e profunda da justiça brasileira, feita por gente de carne e osso e não por titãs. Estou apontando os "bandidos de toga" que atuaram no meu caso e como eles conseguiram levar a decisões que contrariam a verdade dos fatos, o direito e a função da justiça.

Um comentário:

Hamilton Salatiel Araujo Pereira disse...

Está na hora do CNJ fazer uma devassa no TJE-PA. Essas coisas não acontece de hoje. Já pensou se o CNJ e órgãos ferais dessem uma olhadinha nas contas bancárias desses "togados". É um absurdo condenar um jornalista, profissional, nosso "Chico Mendes" do Pará. Desde os meus 20 anos eu procurava ler as reportagens do LFP para saber e conhecer sobre a nossa Amazônia. Abaixo aos "TOGADOS" de Belém-PA. Hamilton, Paraense da gema.