16 de ago de 2012

Viva o Terruá


Ninguém me pediu a opinião.
Mas vou colocar minha colher na sopa.
Nos últimos dias, blogs estão publicando textos contra o Terruá Pará, ou pelo menos, desqualificando o evento.
Acho uma besteira.
O Terruá é acima de tudo um evento de música, que junta músicos e cantores de estilos e locais diferentes do estado para tentar, através dessa junção em um mesmo palco e mesmo dia, divulgar para profissionais da mídia nacional e das gravadoras, uma mostra do que se produz musicalmente no estado.
E só. É um evento de "venda" de nossas potencialidades musicais, de nossa diversidade musical, um raio x.
Do ponto de vista de estratégia de marketing, é simplesmente perfeito.
Se falta festivais, concertos, oficinas culturais, isso é outro papo.
Mas o Terruá é ótimo e eficaz nesse seu propósito. Eu mesmo li um belíssimo material divulgado em O Globo sobre o Terruá, onde o jornalista que veio ver disse entre outros elogios, que atualmente a maior diversidade musical do país está aqui.
E como ele pode observar isso?
Graças ao Terruá. Do contrário, teria que correr para o lado de Santarém, voltar para Belém, seguir para Vigia, depois para Bragança, sem esquecer de passar em Barcarena, Tucuruí, Marabá, ufa, imagina???
Até o nome implicaram.
Eu implico por exemplo com o Sairé - não o festival, mas a mudança na grafia do nome. Prefiro ele como era antes, com cedilha. Original, da terra.
Porque diabos temos que nos adaptar a sonoridade, a escrita ou facilitar o entendimento de outras pessoas de outros estados sobre os nomes utilizados aqui?
O Terruá cumpre seu papel, é uma bela ideia de promoção de nossa música, é bem produzido, organizado e animado pacas.
Ser contra parece aquela velha filosofia de esquerda tão anos 70 do Brasil, o contra tudo e contra todos.
Como já disse, uma bobagem. Viva o Terruá.

3 comentários:

Pedro do Fusca disse...

Marcelo, no nosso Estado tem gente que não faz nada pela cultura e quando alguem faz vem com comentários que denigrem os participantes e autores. O Terruá foi o melhor espetaculo montado ultimamente no Pará e quem sabe em todo o Brasil, o resto é querer ver chifre em cabeça de cavalo!

Anônimo disse...

problema que todo o dinheiro da cultura está empregado lá!!

Anônimo disse...

Certa vez escrevi a um jornalista santareno perguntando o porquê do nome Çairé. Ele me respondeu que era nome indígena. Indaguei-lhe qual era a língua escrita que tinham os índios. Fikquei sem resposta até hoje.
E vc, Marcelo, quer criar nova maneira de escrever em português? Ou é só porque é mais "regional"?
Antes que eu me esqueça: não se trta de adaptação à sonoridade, à escrita; é questão de linguagem, Bacana. Não existe palavra na nossa língua que se inicie por Ç.
Tudo bem, a língua é dinâmica, mas isso não se trata de dinamicidade. Mude o Aurélio, algins te diriam... E aqui pra nós, todo músico (e não candidatos a promotores de shows) sabem que o tal Terruá, em matéria de música, sem os mais conhecidos artistas da terra, é uma grande porcaria musical. Tambor (ou bateria, mais modernamente)não é instrumento musical, diria Tom Jobim, o mestre. O resto é coisa talvez do "jornalista" de educação física...