24 de nov de 2011

Prêmio para Paragominas

Paragominas recebe Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar

Pela oitava vez consecutiva, a cidade conquista o prêmio, sendo a única do Brasil a receber tantas vezes a honraria



Paragominas não é excelência apenas na área ambiental. Há oito anos, a cidade do nordeste paraense, mostra que é exemplo também quando o assunto é alimentação escolar. Hoje, 23, a cidade recebe em Brasília, pela oitava vez consecutiva, o Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar. Desde que foi criado, em 2004, a cidade paraense “papa” todas as estatuetas do “Menino Maluquinho”, personagem estampado nos troféus e é a única cidade brasileira a receber a premiação tantas vezes.

Essa é a primeira vez, em oito edições, que o ex-presidente Lula não estará presente na cerimônia por conta do tratamento contra o câncer de laringe ao qual está se submetendo, mas a presidente Dilma Roussef é presença confirmada e Adnan Demachki, prefeito de Paragominas, vai receber das mãos de Dilma, o prêmio.

Em seu gabinete, Demachki coleciona troféus concedidos pela ONG Ação Fome Zero, mas apesar de se sentir vaidoso pelas premiações, sabe que elas fazem parte de um trabalho muito maior, que começa no setor de licitação, passando pela fiscalização dos produtos até o preparo do alimento que vai parar nas mesas dos refeitórios das escolas da rede municipal de ensino. “Todos os anos, aguardamos ansiosos pela premiação. Toda nossa equipe trabalha todos os dias pra que a qualidade da merenda de Paragominas continue em alta e sempre melhorando. Nós mesmos somos fiscalizadores, essa é a diferença. Não servimos lanches em nossas escolas. Servimos alimento para a mente e para o corpo”, orgulha-se Demachki.

A pequena Vanessa Melo, de apenas 9 anos, hoje sabe que comer verdura faz bem. Ela confessa que antes fazia cara feia, mas agora seu prato preferido é arroz com cenoura. “Gosto de vir pra escola estudar, desenhar, fazer minhas tarefas”, diz a estudante. Mas confessa que a hora da merenda é a que mais gosta. A estudante Jaíne Costa, de 10 anos, prefere o iogurte com cereal. “A nossa merenda é nota 10!”, afirma.

Cardápio balanceado - As mais de 30 mil crianças atendidas nas escolas públicas municipais recebem um cardápio pra lá de variado, acompanhado de perto pela Secretária Municipal de Educação, Mosimeire Costa. Segundo ela, o menu vive se adaptando e depende da estação das frutas e dos legumes. Cheiro-verde, cariru, alface, pepino e abóbora são apenas alguns produtos que vem das hortas e pequenas plantações da região para a cozinha das escolas.

“Logo no começo, quando começamos a implantar esse cardápio, as crianças estranharam muito porque não estavam acostumadas a ter em casa uma alimentação balanceada”, lembra a secretária. “Hoje, a realidade mudou e muitas seguem essa alimentação em casa”, conta a secretária.

E quem reafirma isso é a diretora de uma das escolas municipais, Cleonice de Oliveira Costa. Segundo a educadora, a qualidade da merenda servida nas escolas municipais está em franca evolução. Ela conta que antes, as merendeiras precisavam triturar toda a verdura para poder inseri-la na alimentação escolar porque os alunos não “gostavam” de verduras. Agora, a realidade é outra. “Hoje já colocamos as verduras, hortaliças no prato e eles adoram. Até pedem!”, afirma Cleonice.

Rigor - Solenildo Soares Carvalho é presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar. Ele explica que a instituição tem como objetivo, acompanhar a merenda escolar do município, desde o processo licitatório até o preparo e a distribuição para os alunos. “Até agora, a Secretaria de Educação tem cumprido com excelência ao que se propôs, que é lisura e transparência em todos os processos da Merenda”, afirma Solenildo. “Fiscalizamos também o estoque desses produtos, se eles estão sendo bem armazenados e até mesmo a questão de data de validade”, continua.

Segundo Walmir Nogueira, coordenador da Merenda Escolar de Paragominas, a parceria com pequenos produtores é um dos motivos para o sucesso do programa. “A gente trabalha com compra direta do produtor, livrando-nos dos atravessadores. Isso faz com que consigamos maior quantidade do produto a um preço mais acessível, sem perder qualidade”, revela o coordenador.

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