10 de jul de 2012

Jordy afirma: “Tenho condições de realizar uma gestão honesta e competente à frente da Prefeitura”




E a série de entrevistas com os candidatos a Prefeitura de Belém continua. Esta semana o blog conversa com Jordy. Ele que já participou do movimento estudantil em oposição ao regime militar, já foi vereador por quatro mandatos seguidos e em 2010 foi eleito Deputado Federal com 201.170 votos, sendo o mais votado de Belém.   
                      
Na sua opinião, dos candidatos que estão na disputa à vaga de prefeito, qual é o melhor?
Penso que ao longo de 17 anos como vereador de Belém e seis anos como deputado estadual me capacitei a conhecer e compreender os graves problemas a serem enfrentados em Belém. Tenho condições de realizar uma gestão honesta e competente à frente da Prefeitura.  Assim, me sinto capaz de assumir o desafio de encontrar soluções, em parceria com diversos atores sociais, para enfrentar os graves e urgentes problemas da nossa cidade.
Portanto, sem desmerecer ninguém, acho que estamos preparados para articular as parcerias e fazer uma gestão eficiente, democrática, transparente e, insisto, voltada a atender de forma prioritária aqueles que mais precisam.

Quais os seus projetos para o trânsito da capital?
Não é possível falar em trânsito sem tratar da questão do transporte coletivo, que é o maior desafio para a mobilidade urbana. O problema do transporte público não é só um problema de comodidade e conforto, é um problema de cidadania, inclusão e economia. Belém está completamente congestionada. Foram cerca de 16 mil veículos particulares incluídos no sistema, por ano, na última década, e nesse período não foi construída qualquer estrutura viária de mobilidade na cidade. Um cidadão que passa quase  duas hora imobilizado no trânsito, está ocioso e poderia estar estudando ou produzindo. Imagine 1 milhão de pessoas por dia vivendo esse drama. Quanto isso representa para a economia da cidade? Quanto está se perdendo em atividade humana, em PIB?
Então, a solução do trânsito em Belém passa, também, por um forte investimento no transporte coletivo que ofereça ao usuário conforto, higiene e segurança. Além da racionalização do sistema para evitar o excesso de empresas operando nos principais corredores da cidade, também é necessário reduzir a circulação de carros particulares oferecendo, como opção, um transporte público de qualidade. Está em execução o BRT, que em parte pode resolver a situação do transporte. O projeto é absolutamente importante, mas o arranjo que foi feito é que está gerando confusão, inclusive há questionamentos técnicos e judiciais.
Outro fator importante é a necessidade de se criar condições de uso da cidade. Novas vias e duplicação de muitas que já existem podem nos ajudar a enfrentar essas dificuldades. Temos a Artur Bernardes, a Rodovia do Tapanã, a Perimetral, que podem ser exemplos de vias a serem duplicadas.

E os projetos para a saúde?
Na área da saúde temos o pior teto da atenção básica, da média e da alta complexidade. Veja o Programa Saúde da Família, por exemplo: há 10 anos tínhamos 38% de cobertura, hoje estamos em 15%. Nossa prioridade, já no primeiro ano de governo, é dobrar a cobertura desse Programa. Também vamos ampliar as políticas voltadas para a saúde da mulher, da criança e do idoso.
É nosso compromisso colocar em pleno funcionamento todas as unidades de saúde, com medicamentos, materiais de procedimentos e ainda construir mais um Pronto Socorro em Icoaraci, que atenderá uma demanda de mais de 300 mil habitantes, além de contemplar moradores do distrito de Outeiro e dos bairros Tenoné, Maguari, Parque Verde, Tapanã e Pratinha. Assim, garanto que conseguiremos  desafogar o atendimento nos dois principais Prontos Socorros das áreas mais centrais Belém e humanizar o atendimento no sistema de saúde do município.

Quais os seus projetos para a educação?
Na educação, nosso desafio é garantir a entrada e permanência de crianças e adolescentes nas instituições da rede municipal, principalmente creches. São mais de 100 mil crianças fora da escola, o que compromete o desenvolvimento futuro da sociedade. Também estamos atentos para a necessidade de elevar o nível de conhecimento dos alunos, qualificando professores e melhorando as condições do ambiente escolar.
As experiências com o Projeto Escola Bosque pretendo fortalecer e ampliar para outras localidades, como Mosqueiro, Cotijuba  e Combú, além de ampliar o ensino de informática nas escolas municipais e introduzir o ensino de música, como forma de ampliar o tempo de frequência dos alunos nas unidades de ensino.
Também propomos uma forte campanha de incentivo para que as escolas obtenham desempenho satisfatório nos índices nacionais de avaliação. Esse processo poderá ajudar a superar o número de analfabetos funcionais e melhorar a qualidade do ensino em Belém.

Quais as suas diferenças perante os outros candidatos?
Faço política por convicção e de forma ética e comprometida com os interesses do povo. Em minha trajetória de mais de 30 anos de vida pública, nunca me envolvi em negociatas políticas, nem em esquemas de corrupção e nem construir fortuna com a atividade parlamentar. Ao contrário, nesse tempo, me dediquei a estudar e compreender os problemas de nossa cidade. Não há uma política pública em Belém que não tenha tido a participação do meu mandato nos anos em que fui vereador da capital. Portanto, conheço o orçamento de Belém e sei quais são as dificuldades a serem enfrentadas.
Também nos diferenciamos ao protagonizar a adesão do Programa Cidades Sustentáveis em Belém.  O protocolo assinado do Programa Belém Sustentável, me responsabiliza, caso assuma a Prefeitura, a garantir uma gestão pública pautada em indicadores de enfrentamento de problemas urbanos como o do lixo, da água potável, do transporte e da saúde pública, garantindo a participação popular na fiscalização e controle desse processo.

Candidato, você não sente vergonha em morar em uma cidade suja?
Belém tem gargalos em vários setores, principalmente por conta da administração pífia do atual gestor. A questão não é de se envergonhar apenas pelo abandono na higiene devida à cidade, mas também aos setores de  Saúde, Segurança e Transporte  que estão caóticos. 
Belém é a pior capital do Brasil em arborização, o que é lamentável, porque estamos no coração da Amazônia. Essas questões precisam ser enfrentadas urgentemente pelo poder público, e como isso não está dissociada de outras ações como a melhoria do trânsito, da formação de uma consciência ambiental através da educação, da recuperação de nossos rios e da manutenção da cidade com ações de limpeza e combate à cultura da diluição do lixo em nossas águas, é que acredito na possibilidade de melhorar esses serviços com a parceria com as ongs, igrejas, escolas, imprensa e a comunidade local.

O que tem a dizer sobre a gestão Duciomar Costa? O que achou? 
É uma gestão que apresenta muitas dificuldades. Não houve um planejamento eficiente. Muitos projetos sofreram questionamento do Ministério Público e outros tiveram quer ser interrompidos por exatamente apresentar problemas na sua execução e financiamento.
As pesquisas mais recentes mostram a insatisfação com a atual gestão. Penso que essa administração não soube enfrentar os graves problemas deixados pelas gestões anteriores,  tanto que hoje mais 40% da população se encontra em situação de miséria, com renda inferior a um salário mínimo. Outros indicadores comprovam que Belém possui índices terríveis de desenvolvimento humano, de saneamento básico, de água potável, de educação básica, de arborização e o pior teto de saúde das capitais brasileiras.

E sobre a gestão Simão Jatene?
Minha avaliação é positiva, uma vez que o  governo Simão Jatene tem avançado em questões importantes. Uma delas é no equilíbrio fiscal do Estado, o que tem permitido conquistas importantes nas áreas da Educação, Saúde, Segurança Pública.  Na Educação, por exemplo, assegurou o pagamento do piso dos professores, vai implantar Educação em Tempo Integral nas escolas e está com amplo projeto para recuperação da rede física de ensino. Inclusive, nós destinamos recursos  de emendas via orçamento da União para implantar e recuperar quadras poliesportivas nas escolas públicas.
Na Saúde, foi investido mais de 1 bilhão de reais; isso é muito significativo. A gestão estadual retomou obras importantes, como o hospital oncológico infantil e o hospital de Tailândia, obras paralisadas  há mais de três anos.  Além disso, vai construir novos hospitais regionais e vem investindo para a melhoria do atendimento  nas unidades de Saúde da capital e do interior. O Governo, também, tem visitado órgão e entidades, orientando a prevenção e combate de várias doenças, além de capacitar profissionais de diversas áreas para contribuírem com as medidas de medicina preventiva, como é o caso dos batedores de açaí e médicos residentes. Uma das ações que penso ter contribuído muito ao setor da saúde pública é a reativação do Presença Viva e os investimentos para ampliação e qualificação da assistência de emergência, principalmente no que diz respeito a reformar e equipar as unidades de saúde. 
O governo devolveu ao Pará a realização de grandes eventos esportivos. Tivemos o torneio nacional da Natação e no ano que vem teremos as Olimpíadas Brasileiras dos Estudantes, além de tantos outros eventos que vêm sendo promovidos e que ajudam a cuidar da autoestima da nossa população.
Na área da Segurança Pública, os níveis de violência vêm caindo graças aos investimentos feitos no setor. O combate à violência não é uma missão tão fácil para o governo, uma vez  que é um fenômeno nacional e precisa da parceira da União para o combate ao tráfico de drogas e de armas. Outra medida importante da gestão atual é a interiorização do Propaz, que tem realizado ações de fortalecimento à cidadania e combatendo a exploração sexual de crianças e adolescentes em áreas mais interiorizadas e distantes. Foram mais de 400 mil atendimentos. E o PPS é aliado nesse trabalho. Destinamos cerca de quatro milhões para o projeto, pois enxergamos nele um instrumento eficaz para garantir o respeito aos direitos humanos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Jordy, tem vergonha na cara e pede prá sair. Tu não te mancas ó desavergonhado?

Maximiliano Gregório disse...

O governo devolveu ao Pará a realização de grandes eventos esportivos

E aonde está um ginásio de esportes decente?
Ninguém ve isso?
Belkém é a única grande capital que não dispõe de um ginásio. Verifiquem São Luís, Manáus, Fortaleza e até cidades interioranas pelo Brasil afora.
É uma vergonha o tal "ginásio" da ESEF...