9 de dez de 2011

Lyoto fala sobre a luta de sábado


iG: A principal arma do Jon Jones é o wrestling e você trouxe o americano King Mo ao Brasil para ajudar nesta parte. Como funcionou a parceria?
Lyoto Machida: Eu já tinha certo contato com ele há um tempo. Meu empresário entrou em contato de novo e ele aceitou o convite na hora. Passou 15 dias do meu lado e mostrou muitas coisas bacanas. O King Mo tem muita técnica no wrestling, tanto de defesa como de ataque, e foi um grande sparring. Consegui treinar num nível bem alto e isso é muito importante.

iG: O Anderson Silva não conseguiu ir até Belém para treinar com você. Como rolaram os contatos e a ajuda dele?
Lyoto Machida: Não deu para casar os horários para nos vermos, mas conversamos muito pelo telefone. Ele sempre me dava uma dica nova e me mandava vídeos de coisas que eu deveria fazer na luta. Mesmo sem treinar ao vivo com ele desta vez, o Anderson me ajudou muito como sempre.

iG: Passados os dois meses de treinamento, você sente que está no seu auge? O que as pessoas podem esperar de você na luta?
Lyoto Machida: Todos podem esperar um Lyoto Machida absolutamente bem preparado e pronto na parte técnica e física. Espero mostrar o melhor Machida de todos. Eu sei que será uma luta duríssima, já deu para sentir isso, mas me preparei justamente para isso.

iG: O Jon Jones tem o maior alcance do UFC (2,15m). Como você fará para superar a diferença no tamanho entre os dois?
Lyoto Machida: Isso vai muito da estratégia e não posso revelar. Mas já fiquei perto dele algumas vezes e posso dizer: tem sim como acertá-lo. A diferença não é tão grande assim e vou mostrar isso.

iG: Em todos os seus outros combates do UFC você entrou como favorito, mas agora é o azarão pela primeira vez. Como você encara essa inversão de papéis?
Lyoto Machida: Realmente, até quando disputei o cinturão pela primeira vez contra o Rashad Evans eu era apontado como favorito. Mas posso falar que é muito motivador estar do outro lado. É até melhor. Não conhecia esse sentimento de lidar com o negócio de “underdog” [azarão] como eles falam e eu gostei. Isso me deu muito mais vontade para treinar e conseguir a vitória.


iG: Como você estabeleceu a estratégia para o combate? Ela foi definida por você, seu pai e irmão?
Lyoto Machida: Na verdade, toda a equipe participou dessa parte. Todo mundo conversou e deu sua contribuição. Até mesmo o Dórea [técnico de boxe de Cigano] que ficou alguns dias apenas comigo me ajudou muito nesse sentido. O grupo inteiro de preparadores me ajudou a traçar a melhor estratégia possível para que eu tenha sucesso na luta.

iG: É verdade que você aumentou seu peso para essa luta? Ganhou mais massa magra?
Lyoto Machida: É verdade. Desta vez, cheguei a pesar 100 kg para poder viajar com uns 96kg, que será meu peso na hora da luta [lembrando que ele precisa estar com 93 kg nesta sexta-feira à noite na pesagem]. Além de ter mais força e explosão nos golpes, fiquei com mais resistência para aguentar os cinco rounds se precisar.

iG: Para esta luta você teve apoio do governo do Pará e chegou a mudar o local de parte dos treinamentos. Por que optou pela mudança?
Lyoto Machida: Tive um grande apoio e me cederam um espaço muito maior para treinar. Tinha até sauna e campo de futebol à minha disposição, que eu usava para tirar o stress. Tudo isso me deixou mais confiante e agora chegou a hora de fazer o meu papel e conseguir o cinturão de volta.

iG: Mudando um pouco de assunto, como você avalia o Junior dos Santos como campeão dos pesados?
Lyoto Machida: O Cigano vai ficar um bom tempo com o cinturão, tenho certeza. A concorrência em cima dele é muito pesada, até literalmente falando (risos). Mas eu acredito em sua força e determinação. Ele sempre mostrou isso nos treinos e não é à toa que é o campeão. Também tem muito talento no que faz e está de parabéns.

Um comentário:

milene vidal disse...

Lyoto, que DEUS esteja com vcs dois lutadores, que nada de pior aconteça e que não de tempo de haver muita violência, só não posso dizer que vença o melhor, mas posso dizer que vença você, orgulho do nosso Pará e do nosso Brasil. Até a volta campeão.