11 de dez de 2011

O marketing, que vence.

Se fossemos escolher um único vencedor nesse plebiscito ele não viria dos meios políticos.
Mas sim do marketing da campanha do não, comandada por Orly Bezerra e outros experientes profissionais.
Foram eles que deram o tom que atingiu o coração da maioria da população do Estado, tocando no paraensismo, flertando com as raízes, a cultura e a historias da maioria dessa gente que tem o umbigo nessa terra.
A campanha do Não foi pura emoção, e a emoção foi a matéria prima que os publicitários comandados por Orly utilizaram para vencer a campanha.
Alguns vão dizer que está errado, que a emoção deveria ficar de fora dessa campanha. Vão dizer que os argumentos deveriam prevalecer.
Nos debates eu concordo. Mas não na campanha.
Essa é uma campanha como outra qualquer do ponto de vista de um profissional de marketing.
E um profissional briga para vencer. E escolhe as armas, a tática, a guerrilha que vai utilizar.
Alguém aí se recorda do " sim, nós podemos", ou do " a esperança vai vencer o medo"?
Uma das peças mais comentadas foi aquela que falava da divisão entre cabeça e coração.
O marketing fez seu serviço, e fez de uma forma primorosa, tocando o coração das pessoas.
Ajudou muito na vitoria do não.
Já o marketing do Sim errou o tom ao partir para um lado agressivo, prova inclusive do desespero de quem já sabia - e esse pessoal do marketing só trabalha baseado em pesquisa - que iriam perder.
Foram para o tudo ou nada, o ataque, principalmente ao Governador.
Um ato desesperado, que claro, deixa suas feridas em Jatene, mas como as urnas disseram, não se mostrou eficaz em mudar o rumo das intenções de votação.
E essa campanha era para isso, para convencer o eleitor.
Que foi convencido por um marketing eficaz e sensível, que tocou almas e brios.
Deu no que deu.

2 comentários:

Anônimo disse...

que pena não aver a divisão do Pára, mas governo Paraenses não esqueça nos aqui pois tabém somos paraenses, apenas porque não moramos no norte do Pára não que dizer tabém que não somos paraenses como falaram, que nós os paraenses do Sul, do Leste e o Oeste do estado do Pára, que nós somos estrangeiros, somos filhos da mesma terra, Governo Pára lembre de nóis aqui pois voçes só estão, onde estão por nós, tabém somos paraenses e não estrangeiros...

Adriano Pé Quente disse...

Deixa de ser puxa saco do Orly, um semianalfabeto como és.
Estás querendo uma boquinha na Empresa dele, pois já percebeste que não és do ramo da escrita. Só palavras, como um legítmo locutor de rádio, como tantos "publicitários" aqui de Belém (e do Brasil todo).