12 de dez de 2011

Jarbas pede a cassação de Ophir

Do G1



O presidente afastado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, Jarbas Vasconcelos, entrou com uma representação no Conselho Federal da OAB, nesta segunda-feira (12), contra o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcanti.

Na representação, Vasconcelos pede a cassação da licença de advogado de Ophir, o afastamento dele do cargo de presidente e a formação de uma comissão de ex-presidentes da OAB para investigar as denúncias.

A assessoria do presidente nacional da OAB afirmou que prepara uma nota em resposta às denúncias.

A representação na OAB foi protocolada a partir de duas ações populares que tramitam na Justiça estadual e federal. As ações o acusam de receber remuneração como procurador do Pará, mesmo estando há 13 anos licenciado do cargo; de prestar serviços para estatais paraenses; de advogar contra o estado Pará; e de contar tempo de serviço na Universidade do estado, mesmo há 10 anos licenciado.

"Independente da posição do poder Judiciário, a OAB tem o dever, como instituição, porque essa sempre foi a sua postura, de se pronunciar sobre esse caso. Penso que o Conselho Federal deva afastar seu presidente para que tenha liberdade na apuração dos fatos", disse Jarbas Vasconcelos.

Durante seu mandato, segundo Vasconcelos, Ophir Cavalcanti sempre foi crítico da corrupção no Brasil e, portanto, "deve dar o exemplo".

"Ele deve dar o exemplo agora que ele sempre exigiu que fosse dado pelas autoridades públicas. Então, recentemente, os ministros que caíram dos ministérios, ele exigiu o afastamento de todos. Então ele agora tem o dever de se afastar também", afirmou Vasconcelos.

Em outubro de 2010, o Conselho Federal da OAB afastou o autor da representação, Jarbas Vasconcelos, e quatro membros da diretoria da seccional do Pará após constatação de irregularidades em venda de terreno da OAB na cidade de Altamira.

"A intervenção do estado do Pará é uma retaliação a mim. Aqui é uma guerra entre Davi e Golias. O presidente nacional da OAB determinou intervenção no Pará porque queria calar o presidente da seccional do Pará. (...) Eu me sinto um perseguido político dentro da minha própria instituição", afirmou o presidente afastado.

A representação foi protocolada no Conselho Pleno do Conselho Federal da OAB. Este conselho é formado por três conselheiros de cada estado e é também o responsável por dar o parecer a respeito das denúncias. No entanto, Vasconcelos pede a formação de uma comissão de ex-presidentes para possibilitar maior isenção nas investigações.

Um comentário:

Wandersatt disse...

Espero que o Conselho Federal realmente apure as denuncias e afaste o Dr. Ophir da Presidencia Nacional da OAB, assim como afastaram o Dr. Jarbas da OAB/PA, isto tudo tem que ser apurado e se provado que seja feito a Justiça com devidas penalidades legais.