Mais de 46 mil mídias piratas apreendidas em operações realizadas pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) durante o ano de 2008 serão inutilizadas nesta segunda-feira (19), às 10h, na entrada do lixão do Aurá. O promotor de justiça Marco Aurélio do Nascimento, da Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor do Ministério Público do Estado do Pará, órgão que atua no combate à pirataria no município, acompanhará a ação.
Durante o processo de inutilização das mídias piratas, os órgãos que trabalham em parceria com o poder municipal no combate a essa atividade irregular anteciparão algumas das ações que serão realizadas ao longo deste ano. De acordo com o secretário municipal de Economia João Amaral, a parceria tem permitido fechar o cerco à comercialização de CDs e DVDs piratas na capital paraense.
17 de jan. de 2009
Bacana

Não consegui assistir a Maysa da Globo, só uns pedaços. Meu pai sempre falava dela, de seu canto triste e dramático, até que comecei a escutar.
Tem dois livros na praça sobre a cantora. Mas o que mais me marcou foi a relação com o filho, um tanto distante.
Tem gente, como diz minha avó, que não nasceu para ser mãe.
16 de jan. de 2009
Cade ?
Se alguém quiser achar os publicitários Glauco Lima e Abilinho Couceiro podem procurar domingo pelas ruas da cidade. Estarão a bordo do bloco Quaquaraquaquá.
Emoções
Assistindo ao acidente em Nova Iorque do avião, fiquei emocionado quando falaram sobre o piloto. Segundo a mulher dele, ela sempre disse que ele era o piloto dos pilotos.
Certíssima ela.
Certíssima ela.

Sempre na vanguarda Jader Filho entende que na web informação boa é informação gratuita.E assim mantém o Diário do Para, onde democraticamente qualquer um pode ler tudo que é publicado no periódico, independente de ter grana para ler ou não.
Que assim seja mantido sempre, possibilitando o acesso a informação para todos, independente da classe econômica e social.
Caldo de galinha...
Eu tenho uma opnião muito particular sobre denúncias, quaisquer que sejam. Acho que antes de tomar conta da mídia tem de ter uma apuração, até porque qualquer um, eu e vocês inclusive, pode entrar em uma delegacia e denunciar quem quer que seja, seja do que for.
Então, antes da honra de qualquer pessoa ser jogada no lixo, no holofote da imprensa, devemos apurar. Muitas vezes carreiras, vidas e famílias vão para o espaço por conta de uma denúncia inverídica.
Ou seja, cuidado é importante e cautela fundamental para que não possamos ser injustos.
Como mamãe diria, paciência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
Então, antes da honra de qualquer pessoa ser jogada no lixo, no holofote da imprensa, devemos apurar. Muitas vezes carreiras, vidas e famílias vão para o espaço por conta de uma denúncia inverídica.
Ou seja, cuidado é importante e cautela fundamental para que não possamos ser injustos.
Como mamãe diria, paciência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
Maria hoje no aeroporto
Maria estava hoje no aeroporto de Belém, desolada, mais magra, abatida mesmo segundo uma fonte do blog. Dizia não se conformar com o que vem acontecendo e falou que já havia procurado Jader para ver como é que fica a aliança com o PMDB.
Outra fonte do blog, esta peemedebista desde a época de Ulisses garante; não fica.
Se Maria não voltar a cadeira de prefeita, o PMDB corre só.
E cheio de gás,inclusive com Priante montando cabaninha na Pérola.
Em tempo; o ex deputado está louco para dar o troco em Ana, nem que seja pelas bandas do Tapajós.
Outra fonte do blog, esta peemedebista desde a época de Ulisses garante; não fica.
Se Maria não voltar a cadeira de prefeita, o PMDB corre só.
E cheio de gás,inclusive com Priante montando cabaninha na Pérola.
Em tempo; o ex deputado está louco para dar o troco em Ana, nem que seja pelas bandas do Tapajós.
No Quinta...
3 x 4
A revista Veja procurava ontem, na cidade, uma fotografia de João Carlos Carepa.
O inquérito só foi aberto agora em janeiro, informa o blog Espaço Aberto, embora a denúncia tenha sido apresentada no final de setembro.
Nota do blog: Não é por nada não nem eu estou aqui defendendo quem quer que seja mas reparem só, a Veja tá de "zóio" em cada passinho de Ana, desde antes da posse.
Tem ou não tem cheiro de ex....
... ah, deixa pra lá.
A revista Veja procurava ontem, na cidade, uma fotografia de João Carlos Carepa.
O inquérito só foi aberto agora em janeiro, informa o blog Espaço Aberto, embora a denúncia tenha sido apresentada no final de setembro.
Nota do blog: Não é por nada não nem eu estou aqui defendendo quem quer que seja mas reparem só, a Veja tá de "zóio" em cada passinho de Ana, desde antes da posse.
Tem ou não tem cheiro de ex....
... ah, deixa pra lá.
Tchau
Ontem a turma de Marabá tomou conta dos salões do Sebrae. Hildegardo Nunes passou a faixa e sem mais saiu, rapidinho.
Nunes é um poço até aqui de mágoas.
Nunes é um poço até aqui de mágoas.
Perguntar não ofende
O blog tá doidinho pra saber; por que é que o pessoal do DEM chama Mr Jatene de traidor???
Enquete, vote.
Temos uma nova enquete no blog, onde queremos saber qual o maior problema atualmente no Pará?
Vote, aí ao lado.
Vote, aí ao lado.
15 de jan. de 2009
O blog recebeu um comentário anônimo, mas acha que é de um parlamentar...
A vida é assim mesmo. Tem uma hora que o coração joga pra fora todas as mazelas.
Marcelo, queria sentar numa mesa de bar com o Jader e o Almir. Só pra ouvir as histórias, os acontecimentos, as brigas políticas, os bastidores, as decisões importantes e dificeis que cada um teve que tomar...
Aposto que iriam sobrar gargalhadas.
Que as brigas fiquem na esfera política, pois na vida, elas não servem pra nada. Absolutamente nada.
Marcelo, queria sentar numa mesa de bar com o Jader e o Almir. Só pra ouvir as histórias, os acontecimentos, as brigas políticas, os bastidores, as decisões importantes e dificeis que cada um teve que tomar...
Aposto que iriam sobrar gargalhadas.
Que as brigas fiquem na esfera política, pois na vida, elas não servem pra nada. Absolutamente nada.
Olympia
Com quase 97 anos, mas totalmente “antenado” nas novas tendências, o Cinema Olympia ganhou um espaço na web com o lançamento de seu site oficial - www.cinemaolympia.com.br. O evento de apresentação aconteceu na tarde desta quarta-feira, 14, no hall de entrada do cinema. Para comemorar a ocasião houve, ainda, a estréia do curta-metragem paraense “Vai Quem Quer”, com texto de Faeli Moraes e direção de Jesse Feitosa.
Sendo um antigo sonho dos funcionários do Espaço Municipal, o site possui todas as informações que o usuário necessita, como sua história, curiosidades sobre o local, a programação de filmes e dos eventos realizados, e informações sobre o projeto “A Escola Vai ao Cinema”, que desde de 2006, já proporcionou à aproximadamente 16 mil crianças o contato com a sétima arte.
O destaque da página do Cinema Olympia está para as fotografias que datam de 1912, 1920 e 1950, além das atuais, onde o visitante pode visualizar as mudanças na arquitetura do prédio e nos costumes daqueles que freqüentavam o local. “Fazemos um pedido, até mesmo um apelo, às pessoas que possuem fotos antigas do cinema para procurar-nos, pois queremos ter um banco fotográfico do espaço no site”, informou o programador do Cinema Olympia, Marco Antônio Moreira.
Representando o presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), Raimundo Pinheiro, o diretor do Departamento de Administração da Fundação, Reinaldo Soares, destacou a importância mundial da Internet. “Hoje, a Internet é uma ferramenta essencial para a sociedade e o Cinema Olympia tinha que contar a sua história para o mundo”, comentou.
O gerente operacional e também ator, Marcos Lopes, 23, enfatizou que o Espaço Municipal resgata e valoriza o cinema-arte, “os filmes exibidos aqui não estão nas grandes salas de exibição, isso para quem ama o cinema na sua essência é uma vitória”, frisou o rapaz.
A exibição do curta paraense “Vai Quem Quer” continua no período de 17 a 25 de janeiro, além das exibições de “Animadores” e “Raízes dos Males, vencedores do 5º Festival de Belém do Cinema Brasileiro, respectivamente, nas categorias de Melhor Curta-Metragem e Melhor Média-Metragem.
Sendo um antigo sonho dos funcionários do Espaço Municipal, o site possui todas as informações que o usuário necessita, como sua história, curiosidades sobre o local, a programação de filmes e dos eventos realizados, e informações sobre o projeto “A Escola Vai ao Cinema”, que desde de 2006, já proporcionou à aproximadamente 16 mil crianças o contato com a sétima arte.
O destaque da página do Cinema Olympia está para as fotografias que datam de 1912, 1920 e 1950, além das atuais, onde o visitante pode visualizar as mudanças na arquitetura do prédio e nos costumes daqueles que freqüentavam o local. “Fazemos um pedido, até mesmo um apelo, às pessoas que possuem fotos antigas do cinema para procurar-nos, pois queremos ter um banco fotográfico do espaço no site”, informou o programador do Cinema Olympia, Marco Antônio Moreira.
Representando o presidente da Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel), Raimundo Pinheiro, o diretor do Departamento de Administração da Fundação, Reinaldo Soares, destacou a importância mundial da Internet. “Hoje, a Internet é uma ferramenta essencial para a sociedade e o Cinema Olympia tinha que contar a sua história para o mundo”, comentou.
O gerente operacional e também ator, Marcos Lopes, 23, enfatizou que o Espaço Municipal resgata e valoriza o cinema-arte, “os filmes exibidos aqui não estão nas grandes salas de exibição, isso para quem ama o cinema na sua essência é uma vitória”, frisou o rapaz.
A exibição do curta paraense “Vai Quem Quer” continua no período de 17 a 25 de janeiro, além das exibições de “Animadores” e “Raízes dos Males, vencedores do 5º Festival de Belém do Cinema Brasileiro, respectivamente, nas categorias de Melhor Curta-Metragem e Melhor Média-Metragem.
RP.
O Banco da Amazônia passa a ter um departamento de relações públicas, comandado por Ana Márcia Cruz, que já está atendendo na Presidente Vargas.
Todos omissos
Somos todos omissos nesta história da pedofilia no Marajó. OAB, Governo do Estado, Alepa, Ministério Público, polícia, imprensa, população e líderes políticos.
A única voz que realmente colocou a cara a tapa foi a do bispo, este sim uma voz que vem gritando no escuro. Agora a CPI da pedofilia está instalada na Alepa e tem de fornecer os caminhos para que os culpados sejam punidos.
A impressão é que ninguém mais neste mundo levanta uma causa, uma bandeira. Esperamos que tudo passe, que saia da mídia os casos sórdidos de gente adulta abusando sexualmente de crianças. Crianças meu Deus.
Crianças que poderiam ser meus filhos, seus filhos.
Até onde vamos tratar este assunto como um outro qualquer. Ele não é qualquer assunto, é uma violação grave, talvez a mais grave de todas que uma pessoa pode fazer com outra.
Venho falando pouco deste assunto, talvez por omissão mas certamente por puro nojo. Só de pensar no assunto fico irritado, e aí deixo ele de lado mas hoje vi que não é assim que vamos resolver ou colaborar com o problema.
Os deputados são eleitos para representar a população, é dali que tem de sair os caminhos para a resolução do problema. E nós temos de dar visibilidade ao caso e cobrar.
Cobrar que tenham atitude.
A única voz que realmente colocou a cara a tapa foi a do bispo, este sim uma voz que vem gritando no escuro. Agora a CPI da pedofilia está instalada na Alepa e tem de fornecer os caminhos para que os culpados sejam punidos.
A impressão é que ninguém mais neste mundo levanta uma causa, uma bandeira. Esperamos que tudo passe, que saia da mídia os casos sórdidos de gente adulta abusando sexualmente de crianças. Crianças meu Deus.
Crianças que poderiam ser meus filhos, seus filhos.
Até onde vamos tratar este assunto como um outro qualquer. Ele não é qualquer assunto, é uma violação grave, talvez a mais grave de todas que uma pessoa pode fazer com outra.
Venho falando pouco deste assunto, talvez por omissão mas certamente por puro nojo. Só de pensar no assunto fico irritado, e aí deixo ele de lado mas hoje vi que não é assim que vamos resolver ou colaborar com o problema.
Os deputados são eleitos para representar a população, é dali que tem de sair os caminhos para a resolução do problema. E nós temos de dar visibilidade ao caso e cobrar.
Cobrar que tenham atitude.
Frestas, brechas e minúcias.

Se olharmos o Rio com mais calma, vamos ver uma cidade pontuada por por história, se deixarmos de lado o transito, as praias e calçadões e olharmos pelas frestas, pelas brechas, vamos observar as minúcias deste aglomerado humano que junta épocas distantes, património histórico e artístico.
Machado de Assis, no fim da vida, escreveu sobre a cidade. Não Copa e Ipanema, mas Laranjeiras, Urca, São Conrado, Lapa...
Olhou pelas frestas e brechas, observou as minúcias, contou o Rio tão bem e tão real por um olhar de quem acabara de chegar da Europa e estava com este olhar acostumado ao belo. Viu o belo da cidade, não só a beleza da natureza mas a beleza levantada pelo homem onde a natureza faz parte.
Um museu, um calçamento, uma estátua. Tem-se muito disso no Rio, pena que não olhamos com olhos de interesse.
Por isso, fica aqui minha sugestão, o Rio é muito mais que a garota que passa a caminho do mar.
14 de jan. de 2009
Baratinho e bom

Na Marina da Glória tem barcos de todo tipo, tamanho e preço. Mas com 50 reais dá para fazer um passeio gostoso, de Veleiro, pelos arredores. Vai até o o morro da Urca, entra por Niterói passando pelo museu, depois ponte Rio-Niterói, Ilha Fiscal, porto, aeroporto Santos Dumont e retorna para a marina.
Duas horinhas boas.
Simples, mas o gostoso é estar no mar, olhando o Rio nesta perspectiva. A cidade é linda vista do mar.
Melhor que ficar preso no trânsito. Mas passeio bom mesmo de barco é em Angra, esse sim, lindo com as montanhas e ilhas de lá fazendo parte da paisagem.
Maysa, Ne Me Quitte Pas e uma caminhada por Paris
Não assistí a Maysa, só hoje, um pedacinho. E foi justamente um em que ela canta em Paris Ne Me Quitte Pas. Aí lembrei o quanto gosto desta música, primeiro na voz de Ângela Ro Ro e depois de Maysa. Ano passado passeando pelas ruas da Paris fiz um caminho partindo do Louvre, seguindo sempre reto pela rue de Rivoli, na direção inversa de quem vai à Place de la Concorde, caminha-se em direção ao Chatelet. O caminho atravessa uma área de comércio da cidade que passa perto dos Halles (prédio com lojas de vidro verde transparente). O Chatelet, por sua vez, fica perto do Hotel de Ville (prefeitura de Paris) que é próximo da Catedral de NotreDame, e também dos arredores do Centro Georges Pompidou e do bairro do Marais, a pé, escutando Maysa e Ne Me Quitte Pas, me sentindo fazendo parte de um filme.
É aquele tipo de coisa que jamais se esquece. E Maysa hoje me lembrou.
Ah, mas agora tem a crise, merda.
É aquele tipo de coisa que jamais se esquece. E Maysa hoje me lembrou.
Ah, mas agora tem a crise, merda.
Troca de status
Copacabana não é mais a mesma. Ficou com a fama, os turistas e hoje a sujeira, os bêbados, um povo feio na praia.
Continua linda, vista linda. Mas é isso. No mais, velhos e cachorros e jovens quebrados, que moram na zona sul graças aos parentes antigos que deixaram aps, mas são lisos, duros.
O point agora são Leblon e Ipanema que concentram as pessoas mais bonitas e o clima mais gostoso. Além disso os locais mais badalados do momento.
A sorte é que tudo é muito pertinho.
Continua linda, vista linda. Mas é isso. No mais, velhos e cachorros e jovens quebrados, que moram na zona sul graças aos parentes antigos que deixaram aps, mas são lisos, duros.
O point agora são Leblon e Ipanema que concentram as pessoas mais bonitas e o clima mais gostoso. Além disso os locais mais badalados do momento.
A sorte é que tudo é muito pertinho.
CPI
O horror, segundo o blog da Franssinete..
Durante duas horas, Dom José Luiz Azcona discorreu sobre a situação medonha vivenciada no Marajó, tragado pela miséria, narcotráfico, pedofilia e exploração sexual infanto-juvenil.
O relato do bispo na CPI da Pedofilia é de doer no fundo d'alma.
Como ele mesmo disse, é de chorar, é de gritar, de clamar aos Céus.
Para vocês terem idéia da gravidade, as estatísticas do Pró-Paz e do Cedeca, que ele revelou, incluem bebês de 0 a 2 anos!
E o pior é que essa tragédia assola o Pará inteiro, e autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas municipal e estadual, estão comprometidas - no mínimo, por serem omissas, denunciou o sacerdote, que entregou documentos com nomes de políticos e empresários envolvidos em uma infinidade de casos - tidos como rotineiros (!) de pedofilia, exploração, prostituição e tráfico de crianças e adolescentes, muitas vezes em troca de um quilo de carne ou um litro de óleo, estupradas e engravidadas por pais e avós, ou por padrastos, com o consentimento da mãe!
Dom Azcona - que está marcado para morrer porque optou por defender as crianças e jovens explorados - concluiu seu emocionante depoimento exortando os membros da CPI a não deixar tudo acabar em pizza, a exemplo de tantas outras, lembrando ainda que já entregou essas mesmas denúncias à OAB-PA e ao Ministério Público, que nada fizeram além de dar entrevistas.
Não podemos aceitar esse horror. Precisamos gritar, sim, exigir de nossos representantes que ajam, com rapidez e eficácia. Urge que a sociedade paraense saia do mutismo e da imobilidade. Que não permita mais tanta impunidade, tanta desgraça. Pensem nos seus filhos e filhas. Não dá mais para fechar os olhos e virar o rosto para tamanha atrocidade.
Durante duas horas, Dom José Luiz Azcona discorreu sobre a situação medonha vivenciada no Marajó, tragado pela miséria, narcotráfico, pedofilia e exploração sexual infanto-juvenil.
O relato do bispo na CPI da Pedofilia é de doer no fundo d'alma.
Como ele mesmo disse, é de chorar, é de gritar, de clamar aos Céus.
Para vocês terem idéia da gravidade, as estatísticas do Pró-Paz e do Cedeca, que ele revelou, incluem bebês de 0 a 2 anos!
E o pior é que essa tragédia assola o Pará inteiro, e autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas municipal e estadual, estão comprometidas - no mínimo, por serem omissas, denunciou o sacerdote, que entregou documentos com nomes de políticos e empresários envolvidos em uma infinidade de casos - tidos como rotineiros (!) de pedofilia, exploração, prostituição e tráfico de crianças e adolescentes, muitas vezes em troca de um quilo de carne ou um litro de óleo, estupradas e engravidadas por pais e avós, ou por padrastos, com o consentimento da mãe!
Dom Azcona - que está marcado para morrer porque optou por defender as crianças e jovens explorados - concluiu seu emocionante depoimento exortando os membros da CPI a não deixar tudo acabar em pizza, a exemplo de tantas outras, lembrando ainda que já entregou essas mesmas denúncias à OAB-PA e ao Ministério Público, que nada fizeram além de dar entrevistas.
Não podemos aceitar esse horror. Precisamos gritar, sim, exigir de nossos representantes que ajam, com rapidez e eficácia. Urge que a sociedade paraense saia do mutismo e da imobilidade. Que não permita mais tanta impunidade, tanta desgraça. Pensem nos seus filhos e filhas. Não dá mais para fechar os olhos e virar o rosto para tamanha atrocidade.
Bertioga, Almir, Valéria, Jatene nas palavras de Vic...
O telefone de Bertioga tocou pouquíssimas vezes na virada do ano.
A cada virada, toca menos. E assim vai, a vida.
Ligaram, os que aprenderam a gostar dele, não pelo que ele era, no poder, mas pelo que ele representa na vida e na história de cada um.
Dos políticos, poucos.
Dos amigos, muitos.
Mas de todos, todinhos, o que mais toca o coração dele, é ouvir a voz da Valéria, sua amiga e filha por adoção, que passa horas contando o que acontece na terra que ele deixou.
E quando ela conta, conta com tanta ternura, que até faz com que ele dê várias gargalhadas. E quem sabe,até uma boa duma baforada.
E papo vai, papo vem, e ele diz: conta mais, menina.
E ela conta.
Eu fico ali, só vendo. Nem falar comigo, ele quer. É só a Valéria.
É bonito ver. Bonito, mesmo.
Toda semana, uma sim, e outra também.
Talvez, o Jatene esteja perdendo o momento mais belo da vida dele, o seu ocaso, triste para muitos, sereno para ele.
Ainda há tempo, e o Jatene sabe disso.
Bertioga é bem ali.
E ele ainda está vivo.
VPF
Nota do blog: O texto foi retirado do blog do CJK.
A cada virada, toca menos. E assim vai, a vida.
Ligaram, os que aprenderam a gostar dele, não pelo que ele era, no poder, mas pelo que ele representa na vida e na história de cada um.
Dos políticos, poucos.
Dos amigos, muitos.
Mas de todos, todinhos, o que mais toca o coração dele, é ouvir a voz da Valéria, sua amiga e filha por adoção, que passa horas contando o que acontece na terra que ele deixou.
E quando ela conta, conta com tanta ternura, que até faz com que ele dê várias gargalhadas. E quem sabe,até uma boa duma baforada.
E papo vai, papo vem, e ele diz: conta mais, menina.
E ela conta.
Eu fico ali, só vendo. Nem falar comigo, ele quer. É só a Valéria.
É bonito ver. Bonito, mesmo.
Toda semana, uma sim, e outra também.
Talvez, o Jatene esteja perdendo o momento mais belo da vida dele, o seu ocaso, triste para muitos, sereno para ele.
Ainda há tempo, e o Jatene sabe disso.
Bertioga é bem ali.
E ele ainda está vivo.
VPF
Nota do blog: O texto foi retirado do blog do CJK.
Eletronorte seleciona estagiários
De 12 a 16 de janeiro, estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo de Estágio 2009 da Eletronorte Tucuruí. A oportunidade é direcionada a estudantes do Ensino Médio, Técnico e Superior de instituições educativas do município.
São ofertadas 62 vagas, em diversas áreas, sendo:
Curso Vagas
3ª série do Ensino Médio 11
Educação Física* 10
Gestão Ambiental* 2
Graduação em Administração* 3
Graduação em Enfermagem* 2
Técnico em Aqüicultura* 1
Técnico em Edificações* 4
Técnico em Eletrotécnica* 17
Técnico em Informática* 2
Técnico em Saneamento* 8
Técnico em Segurança do Trabalho* 2
* Requer 60% do curso concluído
Período de Inscrição: 12 a 16/01/2009
Horário: das 8h às 11h30 e das 14h30 às 16h30
Local: Centro de Treinamento - Rua Tocantins S/N - Vila Permanente
Documentos: Declaração de matrícula da Instituição de Ensino (original e cópia), Identidade, CPF, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho e Certificado Militar (para maiores de 18 anos)
São ofertadas 62 vagas, em diversas áreas, sendo:
Curso Vagas
3ª série do Ensino Médio 11
Educação Física* 10
Gestão Ambiental* 2
Graduação em Administração* 3
Graduação em Enfermagem* 2
Técnico em Aqüicultura* 1
Técnico em Edificações* 4
Técnico em Eletrotécnica* 17
Técnico em Informática* 2
Técnico em Saneamento* 8
Técnico em Segurança do Trabalho* 2
* Requer 60% do curso concluído
Período de Inscrição: 12 a 16/01/2009
Horário: das 8h às 11h30 e das 14h30 às 16h30
Local: Centro de Treinamento - Rua Tocantins S/N - Vila Permanente
Documentos: Declaração de matrícula da Instituição de Ensino (original e cópia), Identidade, CPF, Título de Eleitor, Carteira de Trabalho e Certificado Militar (para maiores de 18 anos)
Quaqaraquaquá
Neste domingo 18, o bairro da Cidade Velha recebe mais um bloco de carnaval de rua, o Quaquaraquaquá. O folguedo popular nasceu há três anos para comemorar o aniversário do publicitário Glauco Lima, mas já ganhou grandes proporções.
O bloco reúne, na maioria, publicitários, jornalistas, fotógrafos, cineastas, músicos, modelos e todos que trabalham com idéia, além de atrair pessoas de diversas áreas profissionais que gostam de carnaval de rua com bandinha tradicional e muita alegria.
Este ano o Quaquaraquaquá tem como enredo o tema “Por uma outra felicidade”, que está estampado no abadá do bloco. O kit Quaquaraquaquá custa R$ 22, com direito a feijoada com carne assada e duas cervejas. A organização da festa informa que, além do abadá do kit, é preciso que os foliões cheguem com algum adereço carnavalesco como plumas, paetês e o que a criatividade sugerir.
A concentração será a partir de 12 horas deste domingo 18, na Taberna São Jorge, conhecida popularmente como Bar da Walda.
O bloco reúne, na maioria, publicitários, jornalistas, fotógrafos, cineastas, músicos, modelos e todos que trabalham com idéia, além de atrair pessoas de diversas áreas profissionais que gostam de carnaval de rua com bandinha tradicional e muita alegria.
Este ano o Quaquaraquaquá tem como enredo o tema “Por uma outra felicidade”, que está estampado no abadá do bloco. O kit Quaquaraquaquá custa R$ 22, com direito a feijoada com carne assada e duas cervejas. A organização da festa informa que, além do abadá do kit, é preciso que os foliões cheguem com algum adereço carnavalesco como plumas, paetês e o que a criatividade sugerir.
A concentração será a partir de 12 horas deste domingo 18, na Taberna São Jorge, conhecida popularmente como Bar da Walda.
Segundo o Hiroshi...
Arruaceiros escalados
Já era esparado.
Inteligência dos órgãos de segurança identificou grupos de oposição articulando mobilização na contratação de arruaceiros para tumultuar o Fórum Social Mundial com intenção clara de criar incidentes de grandes proporções. A coordenação da Força Nacional de Segurança mantém, neste momento, seguidas reuniões, em Belém, com membros do setor de inteligência estadual analisando o mapeamento das ações programadas pela pocilga turbulenta.
On line com o poster, minutos atrás, oficial da Força Nacional de Segurança prometeu repassar ao blog, ainda hoje, mais detalhes a respeito da grave questão que colocou em polvorosa os principais auxiliares do governo.
A governadora Ana Julia, reuniu-se bem cedo com a FNS, cúpula da secretaria de Segurança e agentes da Policia Federal escalados de Brasília, recebendo relatório do descoberto plano de desestabilização do encontro mundial.
Há fortes de indícios da patifaria estar sendo patrocinada por gente ligada aos governos anteriores.
Nota do blog: No Pará onde ainda hoje monta-se panfletos sórdidos a cada eleição, onde a baixaria eleitoral tem o DNA da época dos coronéis nordestinos, seria até estranho se não tentassem criar confusão. É típico deste estado que cresce a ritmo acelerado mas adora manter um pé na idade média.
Polícia nos nefastos. Se o FSM não der certo, não é o Governo que perde, somos todos nós que vivemos nesta terra.
Já era esparado.
Inteligência dos órgãos de segurança identificou grupos de oposição articulando mobilização na contratação de arruaceiros para tumultuar o Fórum Social Mundial com intenção clara de criar incidentes de grandes proporções. A coordenação da Força Nacional de Segurança mantém, neste momento, seguidas reuniões, em Belém, com membros do setor de inteligência estadual analisando o mapeamento das ações programadas pela pocilga turbulenta.
On line com o poster, minutos atrás, oficial da Força Nacional de Segurança prometeu repassar ao blog, ainda hoje, mais detalhes a respeito da grave questão que colocou em polvorosa os principais auxiliares do governo.
A governadora Ana Julia, reuniu-se bem cedo com a FNS, cúpula da secretaria de Segurança e agentes da Policia Federal escalados de Brasília, recebendo relatório do descoberto plano de desestabilização do encontro mundial.
Há fortes de indícios da patifaria estar sendo patrocinada por gente ligada aos governos anteriores.
Nota do blog: No Pará onde ainda hoje monta-se panfletos sórdidos a cada eleição, onde a baixaria eleitoral tem o DNA da época dos coronéis nordestinos, seria até estranho se não tentassem criar confusão. É típico deste estado que cresce a ritmo acelerado mas adora manter um pé na idade média.
Polícia nos nefastos. Se o FSM não der certo, não é o Governo que perde, somos todos nós que vivemos nesta terra.
13 de jan. de 2009
No Diário do Pará on line...
CPI da Exploração Sexual ouve amanhã bispo do Marajó
Para acertar os últimos detalhes de como vai ser o rito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a prática de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes no Pará, nos últimos cinco anos, o presidente da Comissão, deputado Bira Barbosa, realizou uma reunião administrativa hoje, dia 13, na Sala Vip da Alepa. O encontro preparou os deputados para abertura dos trabalhos da CPI que ouve nesta quarta-feira o bispo do Marajó, Dom Luiz Azcona, que a partir de suas denúncias na imprensa motivou a instalação da CPI.
Para acertar os últimos detalhes de como vai ser o rito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar a prática de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes no Pará, nos últimos cinco anos, o presidente da Comissão, deputado Bira Barbosa, realizou uma reunião administrativa hoje, dia 13, na Sala Vip da Alepa. O encontro preparou os deputados para abertura dos trabalhos da CPI que ouve nesta quarta-feira o bispo do Marajó, Dom Luiz Azcona, que a partir de suas denúncias na imprensa motivou a instalação da CPI.
No Quinta.... rs rs rs
Affe!
Calma, pessoal.
Não existe a possibilidade de retorno do ex secretário Manoel Santino.
Calma, pessoal.
Não existe a possibilidade de retorno do ex secretário Manoel Santino.
Adepará
Dizendo não a vaga no Adepará Hildegardo Nunes terá dito dois não em um mês para Ana Júlia. O primeiro não foi quando dispensou uma secretaria que seria criada para ele com o objetivo de captação de recursos para o estado, após o rolo compressor do Governo passar pela sua cabeça.
A ferida no Sebrae, pelo que parece, é das largas.
A ferida no Sebrae, pelo que parece, é das largas.
Então fica.
O PT vai pedir a cabeça do chef Geraldo Araújo.
O que significa que ele está garantidíssimo no cargo.
O que significa que ele está garantidíssimo no cargo.
Ana comemora em grande estilo o aniversário de Belém
Ana comemorou o aniversário de Belém em grande estilo. Entregou mais de 70 viaturas, sinos para a catedral e mais 15 câmeras de monitoramento de ruas, instrumentos de combate à criminalidade. Durante a semana, serão anunciadas mais 10 mil bolsas trabalho; a inauguração das Casas dos Conselhos da Cidadania e da Criança, Adolescente, Assistência Social e Pessoas Idosas, os Infocentros do Planetário e da República do Emaús, e ainda o Mutirão da Cidadania e uma campanha da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) de vacinação em quatro ilhas de Belém.
Plantio de mudas - O Governo entregará 10 caminhonetes, uma ambulância e equipamentos especiais de combate a incêndio para o Corpo de Bombeiros, e mais 46 escolas reformadas da Rede Estadual de Ensino. O Governo do Estado também não esqueceu do meio ambiente e preparou o plantio de 393 mudas de árvores na área do estádio Mangueirão.
Além disso, haverá o anúncio do início das operações do Terminal Hidroviário Metropolitano de Belém, que funcionará em fase de testes durante o Fórum Social Mundial 2009 e deverá ser finalizado completamente até 2010.
11 de jan. de 2009
Racismo ????
Amigo meu ao chegar hoje na praia do Leblon foi alvo de muito sarro de uns rapazes negros. Branquelo, transparente e coisas do gênero foram ditas a ele.
Ele depois me disse que é branquelo mesmo, admite e não tem problema de escutar mas acha que se chamar os caras de negros será chamado de racista.
E tem ele toda razão.
Ele depois me disse que é branquelo mesmo, admite e não tem problema de escutar mas acha que se chamar os caras de negros será chamado de racista.
E tem ele toda razão.
Inclassificável senhor de seu tempo
Se ele tivesse os meus 37 anos meu queixo já cairia. Com 67 anos então, não consigo classificar Ney Matogrosso.
Inclassificável é o nome de seu show, e uma forma de tentar explicá-lo também. No Canecão Ney aparece vestido com um colan dourado, com plumas, colares e saia sentado em um sofá, cheio de músicos talentosos ao lado.
Secos e Molhados, Cazuza e outros músicos mais novos fazem parte do repertório do performático artista. Sim, Ney não é um cantor, é um artista, dança, rebola, tira as roupas em forma de strip-tease, cuida da luz vibrante do show, dá pitecos na direção, na harmonia e melodia, no cenário com toques indianos.
Esbanja vitalidade, desce para a platéia, é fotografado, abraçado, acariciado, elogiado.
É Ney em forma pura, total senhor de seu espaço, total mestre de seu trabalho.
Quando as cortinas abrem, Cazuza. Quando as cortinas fecham, Cazuza.
Ney brinca com a platéia com suas insinuações sensuais. Abusa da voz com canto forte e transforma-se em intérprete refinado com um canto suave.
É impressionante. Ou melhor, inclassificável.
Como só os artistas podem fazer. Não apenas os grandes cantores.
Inclassificável é o nome de seu show, e uma forma de tentar explicá-lo também. No Canecão Ney aparece vestido com um colan dourado, com plumas, colares e saia sentado em um sofá, cheio de músicos talentosos ao lado.
Secos e Molhados, Cazuza e outros músicos mais novos fazem parte do repertório do performático artista. Sim, Ney não é um cantor, é um artista, dança, rebola, tira as roupas em forma de strip-tease, cuida da luz vibrante do show, dá pitecos na direção, na harmonia e melodia, no cenário com toques indianos.
Esbanja vitalidade, desce para a platéia, é fotografado, abraçado, acariciado, elogiado.
É Ney em forma pura, total senhor de seu espaço, total mestre de seu trabalho.
Quando as cortinas abrem, Cazuza. Quando as cortinas fecham, Cazuza.
Ney brinca com a platéia com suas insinuações sensuais. Abusa da voz com canto forte e transforma-se em intérprete refinado com um canto suave.
É impressionante. Ou melhor, inclassificável.
Como só os artistas podem fazer. Não apenas os grandes cantores.
10 de jan. de 2009
Mirem-se no exemplo
O Rio de Janeiro é famoso pelas mulatas, pelo calçadão de Copa, pelo carnaval, pela beleza das montanhas e do mar. E pela violência.
É o que indica que acontecerá com o Pará, estamos incorporando ao tacacá, ao Marajó, ao Círio e a maniçoba a violência em nosso cotidiano.
Não, ainda não somos famosos por ela, excluindo claro a violência no campo. Mas estamos próximos de ser.
Ou melhor, a fama da violência já alcançou a todos paraenses. É nosso assunto mais discutido, nosso papo no botequim, nas janelas das vizinhas, na cozinha das empregadas, nas mesas dos patrões.
Nova Iorque começou a viver na violências e esta onda foi crescendo até que um prefeito com nome italiano instituiu o Tolerância Zero. Mais que um projeto de segurança, uma obra de marketing onde mostrava para a população que o chega deveria ser público e notório.
Mais que uma peça de marketing um programa que envolvia a sociedade civil e convocava a todos que se envolvessem.
Misto de projeto de segurança e ação de marketing o Tolerância Zero fez cair abruptamente os níveis de violência em uma metrópole conflagrada aos desvios humanos mais sórdidos.
Era necessário a polícia na rua, a todo tempo e a toda hora. Era hora de prender, de bater, de intimidar.
Em Belém não conheço uma única pessoa que não foi assaltada. Acho que com todos é assim.
Independente dos responsáveis, do rei ou rainha no trono, os súditos clamam por uma ação de choque, conscientes que só ela pode enfrentar a onde negra que toma conta da região.
O prefeito de Nova Iorque pegou uma bandeira e levantou-a o mais alto que pode. É verdade que deixou de lado outras hastes mas só esta bandeira foi suficiente para elevar os índices de aprovação popular do governo Rodolph Giuliani a níveis jamais vistos na cidade.
Mirem-se no exemplo então.
Esta bandeira pode ser a tábua de salvação de qualquer político que deseje o trono. Isso pelo simples fato de que, nada mais incomoda a população hoje em dia que a violência.
Já não é mais possível conviver com este fantasma que ganha corpo a cada esquina, que invade nossas casas, nossas vidas, nos tira a vida. Já não é mais possível a teoria, o blá-blá-blá, o deixa disso, o não é tão grave assim.
A nós, moradores do Pará, pouco importa que ela esteja instalada em todo o país. Em estado egoísta queremos saber da nossa rua, da nossa casa, do nosso vizinho, no máximo do nosso quintal.
E queremos agora, neste momento, já. Queremos polícia na rua, pela manhã, pela noite e pela madrugada.
Queremos bocas de fumo sendo estouradas, blitz nas ruas, viaturas circulando, toda e qualquer moto sem placa presa. Queremos e temos este direito.
Nós somos os súditos dos reis. E lá colocamos eles ou tiramos.
E só nós temos este poder.
É o que indica que acontecerá com o Pará, estamos incorporando ao tacacá, ao Marajó, ao Círio e a maniçoba a violência em nosso cotidiano.
Não, ainda não somos famosos por ela, excluindo claro a violência no campo. Mas estamos próximos de ser.
Ou melhor, a fama da violência já alcançou a todos paraenses. É nosso assunto mais discutido, nosso papo no botequim, nas janelas das vizinhas, na cozinha das empregadas, nas mesas dos patrões.
Nova Iorque começou a viver na violências e esta onda foi crescendo até que um prefeito com nome italiano instituiu o Tolerância Zero. Mais que um projeto de segurança, uma obra de marketing onde mostrava para a população que o chega deveria ser público e notório.
Mais que uma peça de marketing um programa que envolvia a sociedade civil e convocava a todos que se envolvessem.
Misto de projeto de segurança e ação de marketing o Tolerância Zero fez cair abruptamente os níveis de violência em uma metrópole conflagrada aos desvios humanos mais sórdidos.
Era necessário a polícia na rua, a todo tempo e a toda hora. Era hora de prender, de bater, de intimidar.
Em Belém não conheço uma única pessoa que não foi assaltada. Acho que com todos é assim.
Independente dos responsáveis, do rei ou rainha no trono, os súditos clamam por uma ação de choque, conscientes que só ela pode enfrentar a onde negra que toma conta da região.
O prefeito de Nova Iorque pegou uma bandeira e levantou-a o mais alto que pode. É verdade que deixou de lado outras hastes mas só esta bandeira foi suficiente para elevar os índices de aprovação popular do governo Rodolph Giuliani a níveis jamais vistos na cidade.
Mirem-se no exemplo então.
Esta bandeira pode ser a tábua de salvação de qualquer político que deseje o trono. Isso pelo simples fato de que, nada mais incomoda a população hoje em dia que a violência.
Já não é mais possível conviver com este fantasma que ganha corpo a cada esquina, que invade nossas casas, nossas vidas, nos tira a vida. Já não é mais possível a teoria, o blá-blá-blá, o deixa disso, o não é tão grave assim.
A nós, moradores do Pará, pouco importa que ela esteja instalada em todo o país. Em estado egoísta queremos saber da nossa rua, da nossa casa, do nosso vizinho, no máximo do nosso quintal.
E queremos agora, neste momento, já. Queremos polícia na rua, pela manhã, pela noite e pela madrugada.
Queremos bocas de fumo sendo estouradas, blitz nas ruas, viaturas circulando, toda e qualquer moto sem placa presa. Queremos e temos este direito.
Nós somos os súditos dos reis. E lá colocamos eles ou tiramos.
E só nós temos este poder.
Governo presenteia Belém com obras e serviços
Da Redação
Agência Pará
Mais 70 viaturas se juntarão àquelas já entregues pelo governo para intensificar o combate à violência na capital
Na próxima segunda-feira (12) completará 393 anos que um Forte foi inaugurado e, ao seu redor, cresceria a maior metrópole da Amazônia: Belém. O Forte do Presépio foi construído por tropas luso-espanholas comandadas pelo capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, para proteger a cidade também chamada de Santa Maria de Belém do Grão Pará.
Para homenagear a capital paraense, principal porta de entrada da maior floresta tropical do planeta, o Governo do Estado realizará uma série de eventos comemorativos a partir de domingo (11), quando a governadora Ana Júlia Carepa se pronunciará no anfiteatro da Praça da República, às 10h, apresentando 13 trabalhos do governo como presente para Belém e seus habitantes.
No dia seguinte, serão entregues 70 viaturas para as polícias Civil e Militar e mais 15 câmeras de monitoramento de ruas, instrumentos de combate à criminalidade. Durante a semana, serão anunciadas mais 10 mil bolsas trabalho; a inauguração das Casas dos Conselhos da Cidadania e da Criança, Adolescente, Assistência Social e Pessoas Idosas, os Infocentros do Planetário e da República do Emaús, e ainda o Mutirão da Cidadania e uma campanha da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) de vacinação em quatro ilhas de Belém.
Plantio de mudas - O Governo entregará 10 caminhonetes, uma ambulância e equipamentos especiais de combate a incêndio para o Corpo de Bombeiros, e mais 46 escolas reformadas da Rede Estadual de Ensino. O Governo do Estado também não esqueceu do meio ambiente e preparou o plantio de 393 mudas de árvores na área do estádio Mangueirão.
Além disso, haverá o anúncio do início das operações do Terminal Hidroviário Metropolitano de Belém, que funcionará em fase de testes durante o Fórum Social Mundial 2009 e deverá ser finalizado completamente até 2010.
Para encerrar a semana de comemorações do aniversário de Belém, haverá um festival de música com artistas paraenses na Praça da República, ao lado do Teatro Waldemar Henrique, no domingo (25), a partir das 10h.
Da Redação
Agência Pará
Mais 70 viaturas se juntarão àquelas já entregues pelo governo para intensificar o combate à violência na capital
Na próxima segunda-feira (12) completará 393 anos que um Forte foi inaugurado e, ao seu redor, cresceria a maior metrópole da Amazônia: Belém. O Forte do Presépio foi construído por tropas luso-espanholas comandadas pelo capitão Francisco Caldeira Castelo Branco, para proteger a cidade também chamada de Santa Maria de Belém do Grão Pará.
Para homenagear a capital paraense, principal porta de entrada da maior floresta tropical do planeta, o Governo do Estado realizará uma série de eventos comemorativos a partir de domingo (11), quando a governadora Ana Júlia Carepa se pronunciará no anfiteatro da Praça da República, às 10h, apresentando 13 trabalhos do governo como presente para Belém e seus habitantes.
No dia seguinte, serão entregues 70 viaturas para as polícias Civil e Militar e mais 15 câmeras de monitoramento de ruas, instrumentos de combate à criminalidade. Durante a semana, serão anunciadas mais 10 mil bolsas trabalho; a inauguração das Casas dos Conselhos da Cidadania e da Criança, Adolescente, Assistência Social e Pessoas Idosas, os Infocentros do Planetário e da República do Emaús, e ainda o Mutirão da Cidadania e uma campanha da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) de vacinação em quatro ilhas de Belém.
Plantio de mudas - O Governo entregará 10 caminhonetes, uma ambulância e equipamentos especiais de combate a incêndio para o Corpo de Bombeiros, e mais 46 escolas reformadas da Rede Estadual de Ensino. O Governo do Estado também não esqueceu do meio ambiente e preparou o plantio de 393 mudas de árvores na área do estádio Mangueirão.
Além disso, haverá o anúncio do início das operações do Terminal Hidroviário Metropolitano de Belém, que funcionará em fase de testes durante o Fórum Social Mundial 2009 e deverá ser finalizado completamente até 2010.
Para encerrar a semana de comemorações do aniversário de Belém, haverá um festival de música com artistas paraenses na Praça da República, ao lado do Teatro Waldemar Henrique, no domingo (25), a partir das 10h.

Inaugurada em 2005 a Cidade do Samba concentra os barracões das escolas de samba do Rio. Lugar enorme onde os carros alegóricos e fantasias são confeccionadas, está pulsando com a aproximação do carnaval.
Lá se pode ver o trabalho impressionante dos carnavalescos e as "esculturas" que compõem o maior carnaval do planeta. Paga-se 10 reais para conhecer.
A última de Parsifal sobre o novelo da eleição da Alepa. Vale a pena ler.
Às 08H20M eu deixei o apartamento do Deputado Jader Barbalho: desincumbia-me da missão confiada pela Governadora na madrugada.
A primeira eleição, a do Presidente da Assembléia Legislativa, não mais nos preocupava, pois o Deputado Juvenil era o único candidato.
A eleição da Mesa Diretora, com duas chapas, e a determinação da Governadora em romper com o PMDB caso sofresse uma derrota, era a nossa questão: tínhamos certeza de que se ela insistisse na chapa seria derrotada.
Só havia uma maneira de Sua Excelência não perder: não disputar. Como convencer o PSDB, ou o Palácio dos Despachos a recuar, era o desafio.
O Palácio da Cabanagem estava tenso quando eu desci as escadas que levam ao átrio do Plenário.
No final dos degraus fui abordado pelos deputados Haroldo Martins, Márcio Miranda e José Neto. O primeiro fitou-me com gravidade e perguntou se estava em andamento uma operação para entregar a Mesa Diretora ao Governo.
Cobrou-me a posição como alavanca à decisão que tomariam incontinenti, pois, 30% da chapa que tinha o PSDB na 1ª vice-presidência estava composta pelo G8: caso o PMDB estivesse se reposicionando eles se amotinariam.
Respondi que tentaríamos um acordo, pois não desejaríamos constranger a Governadora com uma derrota, mas, caso não lográssemos êxito, a posição do PMDB estava mantida.
A minha presença no CIG, na véspera, causara desconfiança em todos que estavam na chapa que montáramos: passei cerca de 30 minutos recompondo e ratificando posições.
Dentro do Plenário procurei o líder do PSDB, que ratificou a sua confiança na posição do PMDB. Consultei-lhe a disposição de um acordo: o PSDB mover-se-ia para a 2ª vice-presidência e o Deputado João Salame, na chapa como tal, ascenderia à 1ª vice-presidência; com isto eu achava que poderíamos convencer o Governo a desistir de lançar uma chapa e evitaríamos a disputa.
O líder do PSDB refutou. Providencie a semeadura da hipótese aos seus demais pares, à guisa de preveni-los a considerar o convencimento do líder.
O celular tocou. Subi ao pedestal da Mesa Diretora: a voz do outro lado da linha avisava-me que chegara ao Palácio da Cabanagem o Chefe de Gabinete do Governo e, sintomaticamente, a pessoa do Governo que operava o pagamento das emendas parlamentares: o governo acabara de instalar um comando dentro do Palácio da Cabanagem.
Comecei, mnemonicamente, a listar os parlamentares que poderiam ser convencidos pelo comando do Palácio dos Despachos. Não mais ouvi o meu interlocutor, que me revelava o local de operações, mas, que me pareceu ser o gabinete do líder do Governo, Deputado Airton Faleiro.
Pedi a um parlamentar que se dirigisse ao local e lá se plantasse, passando-me as informações. Comuniquei o fato ao Deputado Juvenil.
Da parte mais alta, onde está a Mesa Diretora, olhei o Plenário: uns taciturnos; outros avizinhados, em exercícios de previsão diante da incerteza que tomava conta do momento: todos tensos e gravemente incomodados.
A cena mostrava que eu deveria investir na solução apresentada ao líder do PSDB. Havia na Assembléia Legislativa a vontade de uma saída negociada: os deputados desejavam o fim da crise, não pela vitória, tampouco pela derrota.
Subi à Presidência e pedi ao Deputado Juvenil que apressasse a primeira eleição. Passei-lhe uma mensagem enviada pelo Deputado Jader Barbalho. Ele aquiesceu. Descemos e ele convocou a Assembléia ao voto.
Durante o processo de votação, colhi que estava consolidada a chapa com o PSDB na 1ª vice-presidência: não havia chance de vitória do Governo.
Aproximei-me do líder do Governo e, com toda a firmeza que pude emprestar ao tom, sem atravessar para a rudeza, instei-lhe a convencer o Palácio dos Despachos a desistir da disputa ou perderiam.
Pontuei-lhe que, em sendo aquilo um pretexto para romper com o PMDB, que o fizesse sem expor a Governadora à derrota iminente.
Repeti a fala como o líder do PT, Deputado Carlos Martins, que aquiesceu preocupado.
Fiz uma ligação ao Puty. Passei-lhe o quadro e insisti que o Governo não deveria disputar. Ele pediu-me tempo.
A votação quase unânime no Deputado Juvenil - 40 deputados votaram; 39 votos em seu nome e um em branco - não foi suficiente para aliviar a tensão do plenário.
O Presidente recém reeleito anunciou que a Assembléia seria suspensa por uma hora para os preparativos da eleição da Mesa Diretora. Era o tempo que houvéramos combinado para tentar a solução do impasse: o desafio de fazer em 1 hora o que não fizéramos em 4 dias.
Procurei o líder do PSDB e novamente apelei a ele. Imediatamente fez-se uma aglomeração em nosso redor. O Deputado Bosco Gabriel falou em favor do acordo que eu houvera proposto. Senti o Deputado Megale considerar. A Assembléia apelava ao PSDB. A instância não mais era do PMDB, mas da Casa.
O líder do PSDB convidou os seus partidários à sala de reuniões vizinha ao Plenário. Chamou-me para segui-los. O G8 fez-se na marcha.
A meio caminho o meu celular tocou: era o Puty, chamando-me a ir ter com ele no Gabinete do Deputado Miriquinho. Pedi que me aguardasse: decidi que era mais importante ir à direção do vento que soprara desde o Plenário.
Uma vez na sala, o PSDB discutia o porquê de recuar: não queriam atender à Governadora. Fazia-se um coro de razões e contra-razões de todas as direções. Eu tinha certa dificuldade em concatenar as falas, para emitir um juízo de convencimento.
Ouvi, no meio das razões, uma frase, em tom quase tímido, que me pareceu a alavanca que levantaria a inflexão: “Não se trata mais de atender a Governadora, mas de atender a Assembléia Legislativa!”
Era uma voz feminina. Olhei à procura da dona. Sentada em cima da mesa onde se reúnem as comissões, a Deputada Ana Cunha parecia um bibelô: a tensão a pintara pálida; as pernas paradas não tocavam o chão; as mãos, apoiadas na própria mesa, emprestavam-lhe o ar que me fez compará-la àquelas estatuetas frágeis de porcelana. Brinquei com a imagem pesando, com meus botões: se ela cair daí ela quebra.
Emprestei, imediatamente, a frase da Deputada Ana Cunha e, em tom firme, repeti-lhe a fala.
Talvez ela não saiba, mas, foi a partir desta idéia que o PSDB venceu a sua própria resistência: era a razão que o partido queria para ceder. Não se tratava de atender o Governo, mas, de ouvir o apelo do próprio Parlamento.
O Deputado Adamor Aires sugeriu então que se chamasse o Presidente Juvenil para participar da conversa.
O Deputado Juvenil entrou na sala com a autoridade que a reeleição lhe compusera e sentou-se no meio da roda que se formara.
Após eu lhe ter apropriado o que se passava, ele tomou a palavra e teceu as suas ponderações: a fala foi extremamente bem colocada. Se espaços havia para apresentar-lhe contra-razões, eles eram apertados.
O líder do PSDB pediu para que todos se retirassem, exceto os seus pares de partido e o próprio Presidente Juvenil: queriam falar em pequeno comitê.
Sai, juntamente com os outros deputados, já com a confiança no acordo. O Deputado João Salame e o Deputado Ítalo Mácola inverteriam as respectivas posições na chapa; este viria para 2º vice-presidente e aquele para 1º: era a única modificação a fazer para resolver o problema.
Fiz dois telefonemas e tive a aquiescência para assim insistir. Voltei à sala. O Deputado Megale já houvera aceitado a recomposição, à contra gosto de apenas dois membros do PSDB.
Sai novamente e dei a boa nova ao plenário: imediatamente o clima distendeu. Telefonei ao Puty e à Governadora, comunicando que o acordo estava feito e que ela poderia abortar a chapa palaciana. O Deputado Juvenil já lhe houvera participado o fato.
Liguei para o Deputado Jader Barbalho, que quis saber os detalhes do acordo e, ao cabo, folgou ao constatar que saíra como planejado.
Assim terminou aquela que, segundo deputados mais antigos da Casa, foi a eleição mais tensa e trabalhosa de que se tem notícia: todos festejaram uma vitória que não foi de ninguém. O verdadeiro júbilo foi ter-se evitado uma derrota que seria de todos.
Sai do Palácio da Cabanagem por volta das 13H40M. Fui à Governadora, que estava alegre e descontraída, em uma mesa do Mangal das Garças, onde o núcleo do Governo fazia a festa.
Fui cumprimentar o PSDB, que se fazia à mesa na Estação das Docas: eles foram fundamentais na solução da crise.
Detive-me por pouco tempo nos dois protocolos: estava ansioso para despir-me do terno e poder, à paisana, sentar na calçada da Deli Cidade: há quatro dias eu não degustava o meu menu favorito: ciabata com manteiga e café com leite.
A primeira eleição, a do Presidente da Assembléia Legislativa, não mais nos preocupava, pois o Deputado Juvenil era o único candidato.
A eleição da Mesa Diretora, com duas chapas, e a determinação da Governadora em romper com o PMDB caso sofresse uma derrota, era a nossa questão: tínhamos certeza de que se ela insistisse na chapa seria derrotada.
Só havia uma maneira de Sua Excelência não perder: não disputar. Como convencer o PSDB, ou o Palácio dos Despachos a recuar, era o desafio.
O Palácio da Cabanagem estava tenso quando eu desci as escadas que levam ao átrio do Plenário.
No final dos degraus fui abordado pelos deputados Haroldo Martins, Márcio Miranda e José Neto. O primeiro fitou-me com gravidade e perguntou se estava em andamento uma operação para entregar a Mesa Diretora ao Governo.
Cobrou-me a posição como alavanca à decisão que tomariam incontinenti, pois, 30% da chapa que tinha o PSDB na 1ª vice-presidência estava composta pelo G8: caso o PMDB estivesse se reposicionando eles se amotinariam.
Respondi que tentaríamos um acordo, pois não desejaríamos constranger a Governadora com uma derrota, mas, caso não lográssemos êxito, a posição do PMDB estava mantida.
A minha presença no CIG, na véspera, causara desconfiança em todos que estavam na chapa que montáramos: passei cerca de 30 minutos recompondo e ratificando posições.
Dentro do Plenário procurei o líder do PSDB, que ratificou a sua confiança na posição do PMDB. Consultei-lhe a disposição de um acordo: o PSDB mover-se-ia para a 2ª vice-presidência e o Deputado João Salame, na chapa como tal, ascenderia à 1ª vice-presidência; com isto eu achava que poderíamos convencer o Governo a desistir de lançar uma chapa e evitaríamos a disputa.
O líder do PSDB refutou. Providencie a semeadura da hipótese aos seus demais pares, à guisa de preveni-los a considerar o convencimento do líder.
O celular tocou. Subi ao pedestal da Mesa Diretora: a voz do outro lado da linha avisava-me que chegara ao Palácio da Cabanagem o Chefe de Gabinete do Governo e, sintomaticamente, a pessoa do Governo que operava o pagamento das emendas parlamentares: o governo acabara de instalar um comando dentro do Palácio da Cabanagem.
Comecei, mnemonicamente, a listar os parlamentares que poderiam ser convencidos pelo comando do Palácio dos Despachos. Não mais ouvi o meu interlocutor, que me revelava o local de operações, mas, que me pareceu ser o gabinete do líder do Governo, Deputado Airton Faleiro.
Pedi a um parlamentar que se dirigisse ao local e lá se plantasse, passando-me as informações. Comuniquei o fato ao Deputado Juvenil.
Da parte mais alta, onde está a Mesa Diretora, olhei o Plenário: uns taciturnos; outros avizinhados, em exercícios de previsão diante da incerteza que tomava conta do momento: todos tensos e gravemente incomodados.
A cena mostrava que eu deveria investir na solução apresentada ao líder do PSDB. Havia na Assembléia Legislativa a vontade de uma saída negociada: os deputados desejavam o fim da crise, não pela vitória, tampouco pela derrota.
Subi à Presidência e pedi ao Deputado Juvenil que apressasse a primeira eleição. Passei-lhe uma mensagem enviada pelo Deputado Jader Barbalho. Ele aquiesceu. Descemos e ele convocou a Assembléia ao voto.
Durante o processo de votação, colhi que estava consolidada a chapa com o PSDB na 1ª vice-presidência: não havia chance de vitória do Governo.
Aproximei-me do líder do Governo e, com toda a firmeza que pude emprestar ao tom, sem atravessar para a rudeza, instei-lhe a convencer o Palácio dos Despachos a desistir da disputa ou perderiam.
Pontuei-lhe que, em sendo aquilo um pretexto para romper com o PMDB, que o fizesse sem expor a Governadora à derrota iminente.
Repeti a fala como o líder do PT, Deputado Carlos Martins, que aquiesceu preocupado.
Fiz uma ligação ao Puty. Passei-lhe o quadro e insisti que o Governo não deveria disputar. Ele pediu-me tempo.
A votação quase unânime no Deputado Juvenil - 40 deputados votaram; 39 votos em seu nome e um em branco - não foi suficiente para aliviar a tensão do plenário.
O Presidente recém reeleito anunciou que a Assembléia seria suspensa por uma hora para os preparativos da eleição da Mesa Diretora. Era o tempo que houvéramos combinado para tentar a solução do impasse: o desafio de fazer em 1 hora o que não fizéramos em 4 dias.
Procurei o líder do PSDB e novamente apelei a ele. Imediatamente fez-se uma aglomeração em nosso redor. O Deputado Bosco Gabriel falou em favor do acordo que eu houvera proposto. Senti o Deputado Megale considerar. A Assembléia apelava ao PSDB. A instância não mais era do PMDB, mas da Casa.
O líder do PSDB convidou os seus partidários à sala de reuniões vizinha ao Plenário. Chamou-me para segui-los. O G8 fez-se na marcha.
A meio caminho o meu celular tocou: era o Puty, chamando-me a ir ter com ele no Gabinete do Deputado Miriquinho. Pedi que me aguardasse: decidi que era mais importante ir à direção do vento que soprara desde o Plenário.
Uma vez na sala, o PSDB discutia o porquê de recuar: não queriam atender à Governadora. Fazia-se um coro de razões e contra-razões de todas as direções. Eu tinha certa dificuldade em concatenar as falas, para emitir um juízo de convencimento.
Ouvi, no meio das razões, uma frase, em tom quase tímido, que me pareceu a alavanca que levantaria a inflexão: “Não se trata mais de atender a Governadora, mas de atender a Assembléia Legislativa!”
Era uma voz feminina. Olhei à procura da dona. Sentada em cima da mesa onde se reúnem as comissões, a Deputada Ana Cunha parecia um bibelô: a tensão a pintara pálida; as pernas paradas não tocavam o chão; as mãos, apoiadas na própria mesa, emprestavam-lhe o ar que me fez compará-la àquelas estatuetas frágeis de porcelana. Brinquei com a imagem pesando, com meus botões: se ela cair daí ela quebra.
Emprestei, imediatamente, a frase da Deputada Ana Cunha e, em tom firme, repeti-lhe a fala.
Talvez ela não saiba, mas, foi a partir desta idéia que o PSDB venceu a sua própria resistência: era a razão que o partido queria para ceder. Não se tratava de atender o Governo, mas, de ouvir o apelo do próprio Parlamento.
O Deputado Adamor Aires sugeriu então que se chamasse o Presidente Juvenil para participar da conversa.
O Deputado Juvenil entrou na sala com a autoridade que a reeleição lhe compusera e sentou-se no meio da roda que se formara.
Após eu lhe ter apropriado o que se passava, ele tomou a palavra e teceu as suas ponderações: a fala foi extremamente bem colocada. Se espaços havia para apresentar-lhe contra-razões, eles eram apertados.
O líder do PSDB pediu para que todos se retirassem, exceto os seus pares de partido e o próprio Presidente Juvenil: queriam falar em pequeno comitê.
Sai, juntamente com os outros deputados, já com a confiança no acordo. O Deputado João Salame e o Deputado Ítalo Mácola inverteriam as respectivas posições na chapa; este viria para 2º vice-presidente e aquele para 1º: era a única modificação a fazer para resolver o problema.
Fiz dois telefonemas e tive a aquiescência para assim insistir. Voltei à sala. O Deputado Megale já houvera aceitado a recomposição, à contra gosto de apenas dois membros do PSDB.
Sai novamente e dei a boa nova ao plenário: imediatamente o clima distendeu. Telefonei ao Puty e à Governadora, comunicando que o acordo estava feito e que ela poderia abortar a chapa palaciana. O Deputado Juvenil já lhe houvera participado o fato.
Liguei para o Deputado Jader Barbalho, que quis saber os detalhes do acordo e, ao cabo, folgou ao constatar que saíra como planejado.
Assim terminou aquela que, segundo deputados mais antigos da Casa, foi a eleição mais tensa e trabalhosa de que se tem notícia: todos festejaram uma vitória que não foi de ninguém. O verdadeiro júbilo foi ter-se evitado uma derrota que seria de todos.
Sai do Palácio da Cabanagem por volta das 13H40M. Fui à Governadora, que estava alegre e descontraída, em uma mesa do Mangal das Garças, onde o núcleo do Governo fazia a festa.
Fui cumprimentar o PSDB, que se fazia à mesa na Estação das Docas: eles foram fundamentais na solução da crise.
Detive-me por pouco tempo nos dois protocolos: estava ansioso para despir-me do terno e poder, à paisana, sentar na calçada da Deli Cidade: há quatro dias eu não degustava o meu menu favorito: ciabata com manteiga e café com leite.
Direto do blog da Franssinete...
CPI da Pedofilia
É provável a presença do senador Magno Malta, presidente da CPI da Pedofilia do Senado, na próxima quarta-feira em Belém, para assistir ao depoimento de Dom José Azcona, bispo do Marajó, e ao encontro dos membros da CPI da Pedofilia parauara com o juiz José Maria Teixeira do Rosário, sobre o caso envolvendo o deputado Luiz Afonso Sefer
É provável a presença do senador Magno Malta, presidente da CPI da Pedofilia do Senado, na próxima quarta-feira em Belém, para assistir ao depoimento de Dom José Azcona, bispo do Marajó, e ao encontro dos membros da CPI da Pedofilia parauara com o juiz José Maria Teixeira do Rosário, sobre o caso envolvendo o deputado Luiz Afonso Sefer
9 de jan. de 2009
Segundo o Diário on line...
Comandante Geral da PM pede para sair
O Comandante Geral da Polícia Militar Coronel Luis Claúdio Ruffeil pediu exoneração do cargo. O motivo seriam as crescentes críticas pela falta de segurança no estado. Com a morte do Procurador Municipal Marcelo Castelo Branco ficou isustentável a sua permanência no Comando da PM. Segundo a assessoria da Segup, até terça-feira será divulgado o nome do novo comandante.
Nota do blog: E quem vai assumir a pedreira ????
O Comandante Geral da Polícia Militar Coronel Luis Claúdio Ruffeil pediu exoneração do cargo. O motivo seriam as crescentes críticas pela falta de segurança no estado. Com a morte do Procurador Municipal Marcelo Castelo Branco ficou isustentável a sua permanência no Comando da PM. Segundo a assessoria da Segup, até terça-feira será divulgado o nome do novo comandante.
Nota do blog: E quem vai assumir a pedreira ????
Ney no Canecão
Tom e Vinícios estréia hoje no Rio

A estréia do musical "Tom & Vinicius", na última sexta-feira (5), no Teatro Copa Airlines, em São Paulo, contou com uma platéia estrelada, que ao final aplaudiu em pé o espetáculo. Rosamaria Murtinho, John Herbert, Juliana Didoni, Vera Zimmerman, Juliana Barone, Vivianne Pasmanter e Gabriela Duarte com o marido Jairo Goldflus foram alguns dos presentes.
No elenco, Marcelo Serrado interpreta Tom Jobim, Thelmo Fernandes é Vinicius de Moraes, Guilhermina Guinle encarna as duas últimas mulheres do "Poetinha" e Ana Ferraz representa a mulher de Tom. O espetáculo destrincha a relação entre os dois músicos, que compunham juntos e mantinham uma estreita amizade nos anos 50 e 60.
Ao final, Serrado estava visivelmente feliz e contou como é trabalhar ao lado da namorada, a atriz Ana Ferraz, no espetáculo. “Foi tranqüilo. A gente se deu bem em cena. É a segunda vez que trabalhamos juntos. Já fizemos uma novela e agora estamos aqui”, disse.
Roqueiro conhecido, o ator precisou aprender a tocar novos instrumentos para incorporar o personagem de maneira convincente. “Gosto de todo tipo de música, mas foi um presente. Me preparei bem para isto. Toquei violão e estudei piano. Tentei ter apenas um sopro do que era Tom Jobim porque eu não ia chegar nem perto do que representa o maestro. Mas me aproximei", afirmou.
Coimp
O Consórcio Integrado dos Municípios Paraenses- Coimp irá eleger amanhã, 10 de janeiro, a nova diretoria para o biênio 2009-2010. A eleição será realizada na sede do Consórcio, a partir das 9hs, onde estão sendo esperados os 32 prefeitos consorciados para a votação.
A única chapa inscrita para concorrer a presidência é encabeçada pelo prefeito de Augusto Correa, Amós Bezerra da Silva, que traz como vice, o prefeito de Viseu, Cristiano Vale, filho do atual vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale
A única chapa inscrita para concorrer a presidência é encabeçada pelo prefeito de Augusto Correa, Amós Bezerra da Silva, que traz como vice, o prefeito de Viseu, Cristiano Vale, filho do atual vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale
Quanto tem de verdade a fumaça na Casa Civil
As notas em jornais sobre a ida de André Farias titular da Secretaria de Integração Regional para a Casa Civil são, segundo uma fonte privilegiada que olha sobre o cangote de Ana, a senha para o que vai ocorrer.
Afinal diria a fonte, onde há fumaça há foto!
Mas para entender a substituição de Puty por Farias precisamos ir lá atrás, no início do Governo petista...
Puty, economista que é inclusive com doutorado, sempre quis fazer parte do Governo e sempre quis, fazendo parte, estar na secretaria de Planejamento. Inclusive sua posse lá era líquida e certa, até ele próprio já havia sido avisado quando surgiu pelo caminho um problema, Carlos Guedes queria a pasta e, fim das eleições ele - Guedes - com toda a força por ter sido um dos principais coordenadores da campanha e um dos dois nomes escolhidos para a transição - o outro era Chares - pediu e levou a pasta.
Naquele momento Ana não via como dizer-lhe não, e assim Cláudio Puty foi comunicado.
Quando o núcleo duro - acho esta expressão horrível - decidiu que Guedes, tempos depois, não era mais necessário no Governo, Puty indicou seu amigo pessoal José Júlio Ferreira Lima que sempre foi um companheiro de partido, para a pasta.
Aqui vale uma ressalva, neste momento Puty poderia ter assumido a pasta, mas segundo nossa fonte não quis pois corria a notícia na imprensa que ele tinha tido certa interferência na substituição de Guedes e assim acabou achando não muito elegante assumir a secretaria neste instante.
Quando o núcleo duro resolveu que Charles Alcântara não era mais necessário no governo, pela primeira vez surge o nome de André Farias para o cargo. Farias vem realizando desde o começo um excelente trabalho a frente da Integração Regional e seu contato e trânsito com prefeitos credenciou-o ao posto.
Mas Puty é quem foi o escolhido e desde a saída de Alcântara vem exercendo a função, inclusive muito bem, segundo deputados de oposição.
Mas estar exercendo a função bem aos olhos de todos não é o caso aqui,o que se comenta nos corredores palacianos é que Puty acha que na Casa Civil não está podendo oferecer 100% de sua capacidade de trabalho. Ou seja, trata-se mais e uma opção pessoal por um posto onde suas credenciais de formação intelectual poderiam ser melhor utilizadas, no caso na Secretaria de Planejamento.
Daí o nome que aparece para substitui-lo volta a ser do já antes cogitado André Farias que nesta coisa de papo com políticos se sente absolutamente incorporado, afinal vem fazendo isso desde o início do governo com apoio incondicional da Governadora.
Mas aí está o problema de hoje. Com algumas mudanças já realizadas no primeiro escalão, inclusive com a substituição de dois de seus mais fortes nomes -Guedes e Charles -, o próprio núcleo duro acha que mais uma mudança pode causar uma certa instabilidade, mesmo que esta mudança seja apenas de cadeira.
Ocorre que além deste problema se apresenta outro, o que fazer com o atual Secretário da pasta, amigo pessoal de Puty - estudaram inclusive juntos - e que segundo o governo vem exercendo direitinho sua função ?
Bom, aí, só mesmo Ana para responder.
Mas como me disse o unha-carne e cutícula da Governadora; - Que só se fala na ida de André para a Casa Civil e de Puty para a Sepof, isso só se fala.
Afinal diria a fonte, onde há fumaça há foto!
Mas para entender a substituição de Puty por Farias precisamos ir lá atrás, no início do Governo petista...
Puty, economista que é inclusive com doutorado, sempre quis fazer parte do Governo e sempre quis, fazendo parte, estar na secretaria de Planejamento. Inclusive sua posse lá era líquida e certa, até ele próprio já havia sido avisado quando surgiu pelo caminho um problema, Carlos Guedes queria a pasta e, fim das eleições ele - Guedes - com toda a força por ter sido um dos principais coordenadores da campanha e um dos dois nomes escolhidos para a transição - o outro era Chares - pediu e levou a pasta.
Naquele momento Ana não via como dizer-lhe não, e assim Cláudio Puty foi comunicado.
Quando o núcleo duro - acho esta expressão horrível - decidiu que Guedes, tempos depois, não era mais necessário no Governo, Puty indicou seu amigo pessoal José Júlio Ferreira Lima que sempre foi um companheiro de partido, para a pasta.
Aqui vale uma ressalva, neste momento Puty poderia ter assumido a pasta, mas segundo nossa fonte não quis pois corria a notícia na imprensa que ele tinha tido certa interferência na substituição de Guedes e assim acabou achando não muito elegante assumir a secretaria neste instante.
Quando o núcleo duro resolveu que Charles Alcântara não era mais necessário no governo, pela primeira vez surge o nome de André Farias para o cargo. Farias vem realizando desde o começo um excelente trabalho a frente da Integração Regional e seu contato e trânsito com prefeitos credenciou-o ao posto.
Mas Puty é quem foi o escolhido e desde a saída de Alcântara vem exercendo a função, inclusive muito bem, segundo deputados de oposição.
Mas estar exercendo a função bem aos olhos de todos não é o caso aqui,o que se comenta nos corredores palacianos é que Puty acha que na Casa Civil não está podendo oferecer 100% de sua capacidade de trabalho. Ou seja, trata-se mais e uma opção pessoal por um posto onde suas credenciais de formação intelectual poderiam ser melhor utilizadas, no caso na Secretaria de Planejamento.
Daí o nome que aparece para substitui-lo volta a ser do já antes cogitado André Farias que nesta coisa de papo com políticos se sente absolutamente incorporado, afinal vem fazendo isso desde o início do governo com apoio incondicional da Governadora.
Mas aí está o problema de hoje. Com algumas mudanças já realizadas no primeiro escalão, inclusive com a substituição de dois de seus mais fortes nomes -Guedes e Charles -, o próprio núcleo duro acha que mais uma mudança pode causar uma certa instabilidade, mesmo que esta mudança seja apenas de cadeira.
Ocorre que além deste problema se apresenta outro, o que fazer com o atual Secretário da pasta, amigo pessoal de Puty - estudaram inclusive juntos - e que segundo o governo vem exercendo direitinho sua função ?
Bom, aí, só mesmo Ana para responder.
Mas como me disse o unha-carne e cutícula da Governadora; - Que só se fala na ida de André para a Casa Civil e de Puty para a Sepof, isso só se fala.
A entrevista da Governadora Ana a Carta Maior....

“Frente à crise, nós vamos mostrar o novo modelo de desenvolvimento da Amazônia”
Em entrevista à Carta Maior, Ana Júlia Carepa, governadora do Pará, sede do próximo Fórum Social Mundial, afirma que “é possível um novo modelo de desenvolvimento que nós, como governo, estamos fomentando no estado mais populoso da Amazônia". "Entendemos a importância de demonstrar nossas políticas públicas", acrescenta, "mas sabemos que é mais importante fortalecer essa discussão dos movimentos sociais, de organização, de escolha de modelos de sociedade que queremos".
BELÉM – A petista Ana Júlia de Vasconcelos Carepa começou na política como líder estudantil, na Universidade Federal do Pará. Arquiteta, passou a atuar no movimento sindical. Foi funcionária de carreira do Banco do Brasil e representante dos trabalhadores no Conselho Nacional da instituição. Em 1992, elegeu-se vereadora em Belém e quatro anos depois chegou à Câmara dos Deputados. Foi vice-prefeita de Belém do Pará em 1997 e depois deputada federal. Nas últimas eleições, Ana Júlia foi eleita governadora do Estado do Pará, depois de uma disputa acirrada. O Pará foi um dos Estados que recebeu auxílio de tropas federais para garantir a segurança da votação. Na última semana, surgiram denúncias de apreensão de cerca de 9.000 jornais apócrifos contra Ana Júlia, material que teria sido produzido pelo PSDB.
A algumas semanas da realização do Fórum Social Mundial 2009, na capital paraense, Carta Maior esteve em Belém e conversou com Ana Júlia. Para ela, a realização desta edição do encontro em um dos estados da Amazônia é “provar a sociedade que é possível sim um mundo mais justo, onde as pessoas possam realmente usufruir do produto da riqueza dos recursos naturais, mas sem precisar destruir o meio ambiente. Que a população possa se apropriar das nossas riquezas, até porque elas até então foram apropriadas por poucos”.
Carta Maior – Qual a importância do Fórum Social Mundial na visibilidade das políticas públicas realizadas pelo Governo do Pará?
Ana Júlia Carepa – Para nós, o Fórum é importante principalmente nesse momento em que se discute uma crise que tem origem exatamente nos países desenvolvidos. Para mostrar que é possível um novo modelo de desenvolvimento que nós, como governo, estamos fomentando na Amazônia. No estado mais populoso da Amazônia. Nós entendemos a importância de demonstrar nossas políticas públicas, mas sabemos que é mais importante fortalecer essa discussão dos movimentos sociais, de organização, de escolha de modelos de sociedade que queremos. Frente à crise, é importante discutir isso em plena Amazônia. O Fórum é fundamental politicamente também, porque nós sabemos que existe essa disputa de visão, principalmente para o governo que tem que trabalhar com toda a sociedade.
Muitas vezes nós sofremos críticas porque trabalhamos especialmente pra uma parcela da sociedade. Para que essa parcela tenha acesso a políticas públicas que faltaram durante muitos anos, e também para que essa parcela possa ter acesso à informação e conhecimento da melhor qualidade. Para fazer essa disputa em termos de modelo é importante que os movimento sociais estejam organizados e fortaleçam essa visão. Para provar à sociedade que é possível sim um mundo mais justo, onde as pessoas possam realmente usufruir do produto da riqueza dos recursos naturais, mas sem precisar destruir o meio ambiente. Que a população possa se apropriar das nossas riquezas, até porque elas, até então, foram apropriadas por poucos.
As nossas políticas públicas vão aparecer, como o Navega Pará, o Bolsa Trabalho que já recebeu prêmio como uma das melhores práticas em relação a nossa juventude. Segundo o Banco Mundial, é o melhor programa de capacitação de jovens em execução na América Latina. Nossa meta é atingir 120 mil jovens até 2010.
E o outro aspecto é o de receber as milhares de pessoas que poderão conhecer as belezas da Amazônia. O turismo que ajuda a gerar emprego e a distribuir renda será importante também. Nós vamos mostrar que não vai ser um caos, que vamos ter uma cidade com segurança. Belém não vai, em dois anos, conseguir superar todas as carências históricas que ela tem nem, mas o Governo do Estado deu passos significativos para que todos os investimentos que estamos fazendo possam ser apropriados pelas pessoas.
CM – Em Porto Alegre, o Orçamento Participativo sempre foi um tema muito caro às discussões do Fórum. Quais experiências de democracia participativa o Pará tem para mostrar e debater durante este FSM?
Ana Júlia – O Pará vai demonstrar o Planejamento Territorial Participativo (PTP), que é uma iniciativa semelhante ao Orçamento Participativo, mas é uma realização característica aqui do nosso estado, com uma forma diferenciada. Até porque a participação popular é um processo que se aperfeiçoa e se adapta à realidade de um local. Aqui, nós fomos aos 143 municípios do Estado do Pará e decidimos prioridades para o Plano Plurianual, que vão ser feitas ao longo de todo governo. Foram eleitos conselheiros em todas as regiões, nós temos 12 conselhos regionais e um estadual. Esses encontros dentro do PTP que vão fortalecer a participação popular e o controle social, que é uma coisa na qual a gente acredita muito, na participação democrática da sociedade na definição dos rumos da gestão.
CM – Nas edições anteriores do FSM, em Porto Alegre, contou-se com o apoio da Prefeitura e, no primeiro ano, também do governo do Estado. Na Venezuela, o apoio era federal. Aqui, a realidade é nova. Como se dá essa relação entre o governo estadual, o governo federal e as outras prefeituras paraenses?
Ana Júlia – A relação com o governo federal é excelente, foi nosso parceiro na organização e na concepção dos projetos necessários para que a cidade tivesse condições de receber o Fórum e de que ele acontecesse da forma mais bem estruturada possível. Com os municípios, eu diria que não foi tão simples. Eu espero que aconteça um empenho maior da Prefeitura de Belém, principalmente nas ações para a realização do Fórum. O que eu acho importante, e isso eu ouvi de uma das pessoas do Comitê Internacional, é que esse Fórum tem uma característica fundamental. Reconhece-se todo o esforço feito em Porto Alegre, outros lugares do mundo não deram apoio nenhum. Na Venezuela, já foi o contrário, por pouco não se perde a autonomia. E o Comitê reconhece que aqui no Pará essa relação com os governos federal e estadual foi muito boa. Lógico, algumas tensões sempre acontecem, mas aqui existe um apoio sem necessariamente substituir a coordenação, até porque esse não é o nosso papel.
Nós vamos participar do Fórum de Autoridades Locais e não abrimos mão de mostrar as políticas públicas do nosso governo como uma alternativa. O Fórum chegou num momento decisivo, inclusive da existência dele. O encontro precisa dizer a que veio, mostrar para a sociedade como as coisas acontecem de forma concreta, as propostas de rumos, de como nós achamos que a sociedade deve se organizar, como o Fórum pensa as políticas públicas. Nós queremos fazer uma demonstração clara das nossas políticas públicas.
O nosso Um Bilhão de Árvores, por exemplo, é o maior programa de reflorestamento e recomposição florestal do planeta. Mostrar que é possível agregarmos valor aos nossos recursos naturais, como queremos fazer com o nosso minério, transformando nosso ferro em emprego, em desenvolvimento, em distribuição de renda. Nós somos a maior província mineral do mundo, produzimos ferro, mas esses empregos são gerados em outros países. Ora, é mais do que justo fazer com que esses empregos sejam gerados aqui no Estado do Pará. Nós não vamos abrir mão de mostrar isso pro Brasil e pro mundo. Pro mundo todo e pro Brasil.
CM – Uma das grandes bandeiras deste governo é promover este desenvolvimento diferenciado. Como essa idéia se estrutura dentro das discussões do Fórum, ainda mais se pensarmos que a crise econômica será tema constante do encontro?
Ana Júlia – Isso reforça a nossa política, a nossa visão de sociedade e o que nós incentivamos de desenvolvimento. Um desenvolvimento que depende menos dos centros financeiros do mundo, que funciona a partir dos nossos recursos naturais e da valorização deles. É isso que temos que mostrar ao mundo. Eu particularmente já estive na Inglaterra, a convite do Príncipe Charles e nos Estados Unidos a convite do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, para mostrar que é necessário aprovar uma compensação para que a população aqui possa fazer com que o desmatamento seja evitado. É a compensação pelo desmatamento evitado e isso é justo e legítimo. Porque as pessoas aqui precisam viver e precisam viver com dignidade, ter acesso à água, à habitação, saúde e moradia digna.
É mais do que justo que para que a floresta seja mantida em pé, as pessoas que vivem na floresta recebam por isso. Eles estão cuidando de um patrimônio que beneficia não só o povo do Pará, mas o povo do mundo.
Nós estamos fomentando esse novo modelo de desenvolvimento, sabemos que precisamos ter muitos investimentos na área de infra-estrutura, transporte, saneamento e abastecimento de água. Mas não temos dúvida de que o caminho para termos um desenvolvimento com sustentabilidade social e ambiental é o melhor. A marca do nosso governo é a inclusão social. Estamos transformando esperanças e sonhos em realidade. Isso é fundamental e vamos mostrar que é possível.
CM – Nesse sentido, qual a importância do Fórum de Autoridades Locais?
Ana Júlia – A importância está na direção do próprio Fórum. Você realiza um evento como esse onde você traz autoridades municipais, estaduais, mas também do mundo inteiro. E essa troca de experiências entre quem tem identidade com os princípios do Fórum é ótima, porque o mundo precisa conhecer coisas positivas. É importante que a gente fomente isso no imaginário da população, que a gente ganhe corações e mentes para mostrar que é possível um novo mundo. Que não é só essa governadora mulher, ousada, do PT que está fazendo isso, são pessoas pelo mundo inteiro. E o Fórum de Autoridades Locais vai ajudar na troca de experiências de participação popular e de democracia que podem avançar mais ainda na execução das políticas públicas.
CM – A imprensa tem publicado críticas sobre a organização do Fórum aqui. Alguns veículos da grande imprensa dizem, por exemplo, que o Governo Federal estaria “enterrando dinheiro” no Estado do Pará, como se o Fórum fosse um evento sem importância. O que a senhora pensa sobre a herança do FSM para a cidade?
Ana Júlia – Olha, dos R$ 129 milhões, grande parte disso é do Governo Federal. Deste total, um volume de apenas R$ 6 milhões não resultará em benefício direto para a população. São aqueles recursos para montar palco, fazer iluminação, ou seja, é uma parcela muito pequena. Todo o restante vai ficar para o povo do Pará e para a população que mais precisa. Talvez essa imprensa maledicente ache que não haja necessidade de investir no povo pobre. Para que enterrar dinheiro no Estado do Pará? Essa é uma concepção preconceituosa mesmo. Todo esse recurso vai ficar como saneamento, drenagem, pavimentação, iluminação pública, habitação. É um benefício imenso para a sociedade do entorno. Isso só o investimento direto no Fórum. Os recursos do PAC no entorno chega a R$ 368 milhões que vão mudar a vida de todas as pessoas que moram nessa região. Eu quero dizer que o povo do Pará agradece esses recursos e nós vamos mostrar ao Brasil e ao mundo como isso vai ser benéfico para a população que mais precisa.
A quarta parte das lembranças de Parsifal Pontes sobre a disputa recente na Alepa. Delicioso....
Muito barulho por nada IV
Segunda-feira, 01.12.08 - Comandos em ação
Às 08H45M entrei no Gabinete Presidencial, onde encontrei o Presidente Juvenil, que narrava ao líder do PSDB, Deputado José Megale, as dificuldades em contornar a crise que se fizera com a posição intransigente da Governadora.
Não li na expressão do Deputado Megale qualquer intenção de recuar a sua bancada da 1ª vice-presidência.
O Presidente da Assembléia revelou-lhe que a Governadora não mais vetava o PSDB e já os aceitava na 2ª vice-presidência. O Deputado Megale manteve-se impassível: empertigou-se na poltrona e sacramentou que o PSDB teria a 1ª vice-presidência ou não participaria da mesa.
Apelei ao Deputado Megale: a Governadora apenas respondia ao PSDB o tratamento oferecido ao PT durante todo o período em que aquele reinara, quando este nunca participou da mesa diretora da Assembléia Legislativa.
O Deputado Megale respondeu que a Governadora acertara no fato, mas, carecia de razão no argumento: o PT nunca participara da mesa porque sempre fizera a opção partidária de ficar fora dela, destarte sempre tenha sido convidado a fazê-lo por todos os presidentes que por lá passaram.
O Deputado Juvenil tirou do seu sabugo de milho o último caroço: informou ao Deputado Megale que, caso o PSDB recuasse para a 2ª vice-presidência a Governadora pagaria todas as emendas parlamentares pendentes da bancada.
Eu não achei prudente lançar aquele dote nas circunstâncias em que a crise se fazia, mas, o Deputado Juvenil resolveu usá-lo.
O Deputado Ferrari entrava no Gabinete no momento em que o Deputado Megale refutava a oferta do Tesouro Estadual: o PSDB não pretendia fazer um movimento de deslocamento por pagamento de emendas. O Deputado Megale ainda desdenhou da oferta, ao disparar que o Governo não costumava cumprir tal comprometimento.
O Deputado Ferrari apelou ao PSDB para que recuasse, pois estava em suas mãos a solução do impasse. O Deputado Megale não cedeu.
O PMDB envolvera-se entre duas vontades: a vontade do Governo de arrancar-nos de um suposto alinhamento com o PSDB, sob pena de rompimento, e a vontade do PSDB de que a operação do Governo falisse para que o rompimento houvesse e o alinhamento com eles, de fato, ocorresse.
A ânsia por notícias foi fazendo os deputados abandonarem o plenário em busca do Gabinete da Presidência. Eram 09H30M quando a mesa de reuniões do Gabinete estava posta com a maioria dos líderes, e mais alguns deputados.
Pediu-me, o Presidente Juvenil, para explicar o que ocorrera desde a sexta-feira, o que fiz.
Ao fim da prosa, o Deputado Seffer, líder do DEM, argumentou que tudo se resolveria com a simples atitude de afastar o PSDB da 1ª vice-presidência, e instou-me a explicar o porquê de o PMDB já não ter feito isto.
Respondi que o PMDB não tornaria sem efeito o convite feito ao PSDB, pois a solidez da reeleição do Presidente fora alcançada exatamente pela conquista deste.
Se abríssemos mão dos nove votos do PSDB, a chapa correria o risco de esfacelar-se e, em véspera da eleição, poderíamos ter que, à mercê do humor do Governo, realinhar a formação que houvéramos logrado alcançar de candidatura única.
Além do mais, tínhamos razão para intuir que o Governo gestava outra chapa para entestar a nossa, portanto, em o PSDB querendo recuar, seríamos gratos, mas, não os afastaríamos unilateralmente, sob pena de estarmos dando um tiro no próprio pé.
Meu argumento final foi ensaiar que, caso o PSDB fosse afastado, bastaria o realinhamento inicial deste com o G8 e o PTB para que a nossa chapa estivesse em perigo real.
O Deputado Juvenil manifestou a vontade de saber se a posição dos deputados presentes continuaria a mesma, caso o Palácio dos Despachos marchasse com uma chapa em seu desfavor.
O primeiro a se manifestar foi o líder do PRB, Deputado Roberto Santos, membro do G8, afirmando que, destarte as investidas do Governo, a palavra dada ao grupo estava mantida: votaria no Deputado Juvenil, mas, advertiu, se retiraria do grupo logo após a eleição da mesa.
O líder do PSB, Deputado Cássio Andrade, usou da palavra em seguida, confirmando que marcharia com a nossa chapa e, inclusive já teria dito isto à Governadora.
O Deputado Junior Hage, acompanhou as posições dantes referidas.
O Deputado Seffer afirmou que o G8 já houvera perfilado com o Presidente Juvenil, e ele não desalinharia da formação, contudo, era favorável a uma saída para o impasse que contemplasse o Governo, e, novamente, instigou o PMDB a remover o PSDB da posição dantes escalada.
Repeti que o PMDB não tinha a menor intenção de fazer aquilo unilateralmente. Para reforçar a nossa posição disparei que ninguém mais que eu, e o próprio PMDB, desejava uma solução que não levasse à ruptura, pois, no rompimento, o partido teria a maior perda: o seu líder, que era eu mesmo, seria ferido de morte.
Brinquei com a conjuntura que a gravidade embalava: “foi bom estar com vocês, sentirei saudades, mas, em o Governo rompendo com o PMDB, terei que deixar o Palácio da Cabanagem. Não será isto, todavia, que me fará desconvidar o PSDB, que nos empenhou apoio em primeira hora.”
Fez-se silêncio no Gabinete. O Deputado Marcio Miranda, tomou a palavra, reforçando, em um discurso firme, a posição do G8 em não recuar, mesmo diante de ofertas do Palácio dos Despachos.
Os deputados Adamor Aires e João Salame, ratificaram a posição do Deputado Marcio Miranda: o G8 já tinha empenhado a palavra ao Deputado Juvenil e nada os faria mudar de posição.
Quando ficamos a sós, eu e o Presidente Juvenil, pus-lhe a mão no ombro e admoestei-o a saber que, em havendo um embate com o Governo, defecções haveriam de alguns que acabavam de lhe emprestar suporte.
Afirmei-lhe que a firmeza do G8 surpreendera-me positivamente, à exceção do Deputado Seffer, que, ao meu ver, tendia a influir o grupo em favor do Governo.
O Presidente Juvenil aquiesceu preocupado. Respirou. O Palácio da Cabanagem era mira da artilharia da Governadora.
Por volta de 13H:50M fui informado de que o Governo transferira o seu palco de operações para o Centro Integrado de Governo, um centro de inteligência operacional do Estado, estrategicamente localizado em duas frentes urbanas: a Avenida Nazaré e a Governador José Malcher.
Às 15H00M estávamos no Diário do Pará, conferindo as informações que nos chegavam sobre o CIG.
A todo o momento a nossa lista aumentava ou diminuía, conforme emprestávamos veracidade ou não às mensagens que nos chegavam das mais diversas fontes, principalmente de deputados.
Juntou-se a nós, por volta das 17H00M o Prefeito Helder Barbalho, que me colocou na linha com um deputado que falava de dentro do CIG, de quem obtivemos a informação de que o Deputado Martinho Carmona fora chamado pela Governadora, para encabeçar a chapa governamental, mas, não conseguimos obter as quantas iam a sua posição.
Asseverei ao Deputado Jader que não acreditava em movimento algum do Deputado Carmona em nosso desfavor, ou já teríamos sido informados por quaisquer daqueles que ele porventura lograsse contatar em seu apoio. Tal juízo foi depois ratificado: o Deputado Martinho Carmona não só recusou o convite como aconselhou a Governadora a abandonar a empreitada a qual se contratara.
Fomos informados que o Governo instara o Deputado Seffer a encabeçar a chapa, mas, a falta de consenso em torno do seu nome e a resistência do G8 em quebrar o compromisso com o Deputado Juvenil, aguou-lhe o caldo pretendido.
A bateria do meu celular estava recarregando quando disparou o sino. Olhei o visor: eram 18H28M e o Puty. O Chefe de Gabinete do Governo não rodeou: pediu-me que não desligasse o celular e nem viajasse, pois ele estava ultimando algumas providências e me ligaria em seguida.
Repassamos os votos. As informações que tínhamos davam conta de que o Centro Integrado de Governo não conseguira romper o contingente de 18 deputados em suas fileiras. Isto nos dava a contingência de contar com os outros 22, pois a eleição se daria com apenas 40 membros no plenário, com o Deputado André Dias em tratamento de saúde em São Paulo.
Estávamos, portanto, embora com virtual maioria numérica, em uma situação delicada: quem tem 22 pode ter 18, sendo a recíproca verdadeira.
Concluímos que o grande problema do Governo era mesmo conseguir um nome para conduzir a peleja: este nome deveria ter força para aumentar o número no qual o CIG empacara e com o qual seria fatalmente derrotado.
Reconfirmei o G8 com os deputados Marcio Miranda e Haroldo Martins: ambos mantinham a posição e garantiam o grupo.
Eram 19H30M quando o Puty ligou novamente, informando-me que o Deputado Sefer iria ter comigo e deveríamos seguir para o CIG: a Governadora houvera concordado em lançar uma chapa somente para a mesa, deixando o Deputado Juvenil sem adversários na sua reeleição à Presidência da Assembléia Legislativa.
Aquiesci e desliguei. Levantei-me e, dirigindo-me aos demais, mirando o Deputado Jader Barbalho, disparei: “Eles capitularam! Não conseguiram votos para nos bater".
Expliquei a exclamação ao reproduzir a fala do Puty: se a Governadora houvera concordado em lançar uma chapa somente para a mesa, era sinal de que o Governo não conseguira candidato e nem votos suficientes para bater o Deputado Juvenil.
O Deputado Juvenil inquiriu o porquê de eu ter que me deslocar ao CIG nestas circunstâncias.
O Deputado Jader ponderou que seria indelicado recusar o convite da Governadora: passou-me as instruções e despachou-me para o palco de operações do Governo.
O Deputado Sefer me aguardava em uma esquina da Presidente Vargas, de onde me desviou para a Estação das Docas.
A brisa leve da Baía do Guajará soprava em uma mesa externa, na qual sentavam-se os deputados Adamor Aires e João Salame. O Deputado Sefer queria que ambos se deslocassem da chapa que tinha o PSDB na 1º vice-presidência para compor a chapa que seria lançada pela Governadora.
Os deputados Aires e Salame refutaram a alternativa: o G8 dera a palavra a uma chapa e não a quebraria em hipótese alguma.
Eu disse aos deputados que uma coisa me surpreendia agradavelmente neste episódio que vivíamos: os políticos resolveram manter as suas respectivas palavras.
O Deputado Sefer, na verdade, já esperava o resultado da conversa. Apenas provocou a pantomima para pedir-me, a caminho do CIG, que testemunhasse a Sua Excelência que ele houvera tentado.
Eram 22H20M quando entramos no CIG. O estacionamento estava em completa escuridão. O ar era sombrio, como o de um Palácio em estertores de resistência.
Tentei conferir os carros que a penumbra me permitia, para identificar os seus proprietários e assim apropriar-me da informação de quem estava lá. Segundo informações, lá estavam 17 deputados.
Fomos conduzidos, eu o Deputado Sefer, ao salão de reuniões, onde nos aguardavam o Presidente do PT, João Batista, e o Puty, que, após os cumprimentos, retirou-se, para logo em seguida retornar com a Governadora.
Acompanhei, com o olhar, a entrada de Sua Excelência no salão. Notei quão abatida ela estava. Vestia uma calça jeans clara e uma blusa branca. A sandália baixa, sem salto, tirava-lhe o porte da autoridade. O cansaço, de mãos dadas com a contrariedade, emprestava-lhe o ar de estresse que o rosto denunciava.
À medida que Sua Excelência de aproximava de mim, os traços que eu desenhava se tornavam mais nítidos e intensos. Quando ela chegou ao alcance do meu cumprimento, levantei-me e preparei-me para um diálogo não agradável.
Ela iniciou a fala repreendendo educadamente, mas de forma ríspida, a posição do PMDB: sentia-se traída pelo Presidente Juvenil, que alçara o PSDB à posição que ela contestava.
Respondi que a bancada do PT fora avisada, pelo Presidente Juvenil, que o PSDB seria chamado a compor a chapa e houvera concordado.
A Governadora retrucou que compor a chapa não era o caso, mas sim a posição nas composição é que não houvera sido antes consultada.
Ponderei que o Presidente, ao obter a aquiescência da bancada do PT, que inclusive me houvera sido confirmada pelo líder da mesma, Deputado Carlos Martins, não estava obrigado a evidenciar os detalhes da composição.
Sublinhei que o PT já estava contemplado, desde o início, com a posição mais importante da Mesa Diretora, a 1ª secretaria.
Asseverei que o impasse estava sendo causado por uma posição sem importância estratégica nos trabalhos da Casa: a 1ª vice-presidência sequer opinava na elaboração da pauta.
A Governadora voltou ao argumento de que o PT nunca participara da mesa quando era oposição.
Retruquei com a fala do Deputado Megale: assim fora por opção do partido e não por falta de convite.
A Governadora irritava-se com o exercício de esgrima em que se transformava o diálogo. Resolvi baixar a guarda: dando um tom amistoso ao timbre convidei a Governadora a abandonarmos aquele tipo de abordagem e procurarmos dar solução à equação que eu fora lá chamado para ajudar a montar.
A Governadora aquiesceu. Durante o diálogo constatei o quanto ela estava realmente cansada e desgastada com tudo aquilo: imaginei o que ela teria passado desde a sexta-feira, na tentativa de montar a sua infantaria. A lividez da sua tez denunciava que estava, para ela, sendo de alto custo pessoal e político o embate.
Este quadro, e não quaisquer outros argumentos me serviram de ponto de inflexão na decisão que tomei no salão do CIG: deveríamos tentar ajudar a Governadora a sair de um abismo que ela cavara com os próprios pés, ao entestar, precipitadamente, uma contenda que, naquele ponto, se mostrava inglória a todos os envolvidos nela.
Já houvéramos assegurado, com a desistência da Governadora de lançar uma chapa para disputar com o Deputado Juvenil, a manutenção do Palácio da Cabanagem. Era hora de iniciarmos uma operação de descompressão com o Palácio dos Despachos.
A Governadora abria a sua agenda quando a porta do salão se abriu e entraram os deputados Adamor Aires e João Salame, que queriam participar-lhe que não poderiam compor a chapa alternativa à mesa, pelo fato de já terem um compromisso.
Queria, o G8, afastar de si o anátema de um grupo fisiológico, formado, à juízo do Governo e da imprensa, para pressionar por interesses escusos: aquele seria o momento efetivo para mostrar que não agia desta forma.
A Governadora não os contestou e começou a expor-me a sua tática. Pediu-me algumas providências e instou-me a ajudá-la no intuito.
Eu já estava no CIG por mais de duas horas e os deputados que lá estavam, embora em outro prédio, obtiveram a informação: especulações começaram.
O sinal amarelo acendeu no departamento de contra-espionagem do PSDB e nos demais membros do G8 que não foram avisados, pelo Deputado Sefer, que eu iria ao CIG.
O meu celular tocou. Olhei o visor. Eram 23H50M e o Secretário Particular do Deputado Jader Barbalho, Antônio José, pedindo-me para que me afastasse, se eu estivesse na presença de alguém: o Deputado Jader precisava falar-me com urgência.
Pedi licença e procurei o banheiro, de onde avisei ao meu interlocutor que poderia falar: o Antonio José disparou que eu não mais deveria permanecer no CIG, pois a minha presença lá estava gerando movimentos no G8 e no PSDB que poderiam arranhar a solidez que houvéramos conseguido.
Passou o celular ao Deputado Jader, que foi mais incisivo, instando-me a deixar o local imediatamente: a cúpula do PSDB, e membros do G8, intuíam que a minha presença no CIG só poderia ser missão autorizada por ele e a cisma era de que eu estava incumbido de entregar à Sua Excelência a 1ª vice-presidência.
Respondi que eu estaria a caminho da residência do Presidente Juvenil, onde nos reuniríamos, em 15 minutos.
À saída do banheiro defrontei-me com o Puty, que conduzia o Deputado Arnaldo Jordy ao meu encontro: queria este ouvir de mim a confirmação de que o PMDB “autorizara” outra chapa da 1ª vice-presidência para baixo.
Convidei o Deputato Jordy para uma pequena sala e, sozinhos, narrei à ele tudo que ocorrera desde que eu chegara ao CIG. Perguntou-me se estava liberado do compromisso que fizera com o Presidente Juvenil de votar na chapa que tinha o PSDB na 1ª vice-presidência.
Respondi que o PMDB não tinha como impedir o lançamento de outra chapa, mas, que continuávamos a dar suporte à chapa já definida por nós à mesa.
Saímos e entramos no salão de reunião onde estava a Governadora. O Deputado Jordy revelou a Sua Excelência que já tinha dado a palavra ao Presidente Juvenil e iria mantê-la.
Despedi-me da Governadora prometendo-lhe uma ligação depois de estar com o Deputado Jader. Eu estava no meio do corredor de saída, quando ela me pediu que parasse e fez-me mais dois pedidos: comprometi-me a providenciar.
Eu deixava o CIG quando o celular tocou: eram 00H23M e o Deputado Haroldo Martins, que me revelava a rebordosa causada pela minha presença no CIG. Pedi-lhe tranqüilidade, assegurando-lhe que as coisas estavam sob controle.
À saída, avistei o carro do Deputado Roberto Santos. Lancei os olhos para o interior do veículo: lá estava o próprio Deputado Santos e achei que a vista me traia ao pensar ver, ao seu lado, o Deputado Manoel Pioneiro, do PSDB.
Mais tarde tive a confirmação de que os meus olhos não me traíram: o Deputado Pioneiro, atendendo ao chamado do Deputado Roberto Santos, que ousava cooptá-lo, tinha sido despachado ao CIG sob a autorização da inteligência do PSDB, para, aproveitando a oportunidade, apurar a minha estada lá.
Cheguei à residência do Deputado Juvenil. Narrei toda a estada no CIG e a intenção da Governadora. Descrevi o estado em que ela se encontrava e opinei que deveríamos tentar ajudá-la a não ser vencida no amanhecer.
Após quase uma hora de conversa, concluímos que a única saída seria convencer o PSDB a recuar, mas não iríamos, unilateralmente, afastá-los.
Eram 02H00M da terça-feira quando saímos da casa do Deputado Juvenil. À saída, o Deputado Jader pegou-me pelo braço afastando-me dos demais, e entregou-me a última missão daquela madrugada.
Cheguei em casa e fui ao meu gabinete preparar algumas providências. O celular tocou: eram 02H38M e a Governadora, que me pediu duas providências imediatas.
Antes de desligar ela vaticinou que se fosse derrotada na manhã que se avizinhava, ela seria obrigada a romper com o PMDB.
Fiz uma ligação ao Deputado Junior Hage que ainda atendeu àquela hora. Não quis mais incomodar o Deputado Juvenil e nem o Deputado Jader. Retornei a Sua Excelência e disse-lhe que a outra metade da empreitada pedida, eu me desincumbiria assim que raiasse o Sol.
Eram 03H05M quando entrei no quarto. Ann não abriu os olhos inquisidores: limitou-se a esticar-me o lençol.
Segunda-feira, 01.12.08 - Comandos em ação
Às 08H45M entrei no Gabinete Presidencial, onde encontrei o Presidente Juvenil, que narrava ao líder do PSDB, Deputado José Megale, as dificuldades em contornar a crise que se fizera com a posição intransigente da Governadora.
Não li na expressão do Deputado Megale qualquer intenção de recuar a sua bancada da 1ª vice-presidência.
O Presidente da Assembléia revelou-lhe que a Governadora não mais vetava o PSDB e já os aceitava na 2ª vice-presidência. O Deputado Megale manteve-se impassível: empertigou-se na poltrona e sacramentou que o PSDB teria a 1ª vice-presidência ou não participaria da mesa.
Apelei ao Deputado Megale: a Governadora apenas respondia ao PSDB o tratamento oferecido ao PT durante todo o período em que aquele reinara, quando este nunca participou da mesa diretora da Assembléia Legislativa.
O Deputado Megale respondeu que a Governadora acertara no fato, mas, carecia de razão no argumento: o PT nunca participara da mesa porque sempre fizera a opção partidária de ficar fora dela, destarte sempre tenha sido convidado a fazê-lo por todos os presidentes que por lá passaram.
O Deputado Juvenil tirou do seu sabugo de milho o último caroço: informou ao Deputado Megale que, caso o PSDB recuasse para a 2ª vice-presidência a Governadora pagaria todas as emendas parlamentares pendentes da bancada.
Eu não achei prudente lançar aquele dote nas circunstâncias em que a crise se fazia, mas, o Deputado Juvenil resolveu usá-lo.
O Deputado Ferrari entrava no Gabinete no momento em que o Deputado Megale refutava a oferta do Tesouro Estadual: o PSDB não pretendia fazer um movimento de deslocamento por pagamento de emendas. O Deputado Megale ainda desdenhou da oferta, ao disparar que o Governo não costumava cumprir tal comprometimento.
O Deputado Ferrari apelou ao PSDB para que recuasse, pois estava em suas mãos a solução do impasse. O Deputado Megale não cedeu.
O PMDB envolvera-se entre duas vontades: a vontade do Governo de arrancar-nos de um suposto alinhamento com o PSDB, sob pena de rompimento, e a vontade do PSDB de que a operação do Governo falisse para que o rompimento houvesse e o alinhamento com eles, de fato, ocorresse.
A ânsia por notícias foi fazendo os deputados abandonarem o plenário em busca do Gabinete da Presidência. Eram 09H30M quando a mesa de reuniões do Gabinete estava posta com a maioria dos líderes, e mais alguns deputados.
Pediu-me, o Presidente Juvenil, para explicar o que ocorrera desde a sexta-feira, o que fiz.
Ao fim da prosa, o Deputado Seffer, líder do DEM, argumentou que tudo se resolveria com a simples atitude de afastar o PSDB da 1ª vice-presidência, e instou-me a explicar o porquê de o PMDB já não ter feito isto.
Respondi que o PMDB não tornaria sem efeito o convite feito ao PSDB, pois a solidez da reeleição do Presidente fora alcançada exatamente pela conquista deste.
Se abríssemos mão dos nove votos do PSDB, a chapa correria o risco de esfacelar-se e, em véspera da eleição, poderíamos ter que, à mercê do humor do Governo, realinhar a formação que houvéramos logrado alcançar de candidatura única.
Além do mais, tínhamos razão para intuir que o Governo gestava outra chapa para entestar a nossa, portanto, em o PSDB querendo recuar, seríamos gratos, mas, não os afastaríamos unilateralmente, sob pena de estarmos dando um tiro no próprio pé.
Meu argumento final foi ensaiar que, caso o PSDB fosse afastado, bastaria o realinhamento inicial deste com o G8 e o PTB para que a nossa chapa estivesse em perigo real.
O Deputado Juvenil manifestou a vontade de saber se a posição dos deputados presentes continuaria a mesma, caso o Palácio dos Despachos marchasse com uma chapa em seu desfavor.
O primeiro a se manifestar foi o líder do PRB, Deputado Roberto Santos, membro do G8, afirmando que, destarte as investidas do Governo, a palavra dada ao grupo estava mantida: votaria no Deputado Juvenil, mas, advertiu, se retiraria do grupo logo após a eleição da mesa.
O líder do PSB, Deputado Cássio Andrade, usou da palavra em seguida, confirmando que marcharia com a nossa chapa e, inclusive já teria dito isto à Governadora.
O Deputado Junior Hage, acompanhou as posições dantes referidas.
O Deputado Seffer afirmou que o G8 já houvera perfilado com o Presidente Juvenil, e ele não desalinharia da formação, contudo, era favorável a uma saída para o impasse que contemplasse o Governo, e, novamente, instigou o PMDB a remover o PSDB da posição dantes escalada.
Repeti que o PMDB não tinha a menor intenção de fazer aquilo unilateralmente. Para reforçar a nossa posição disparei que ninguém mais que eu, e o próprio PMDB, desejava uma solução que não levasse à ruptura, pois, no rompimento, o partido teria a maior perda: o seu líder, que era eu mesmo, seria ferido de morte.
Brinquei com a conjuntura que a gravidade embalava: “foi bom estar com vocês, sentirei saudades, mas, em o Governo rompendo com o PMDB, terei que deixar o Palácio da Cabanagem. Não será isto, todavia, que me fará desconvidar o PSDB, que nos empenhou apoio em primeira hora.”
Fez-se silêncio no Gabinete. O Deputado Marcio Miranda, tomou a palavra, reforçando, em um discurso firme, a posição do G8 em não recuar, mesmo diante de ofertas do Palácio dos Despachos.
Os deputados Adamor Aires e João Salame, ratificaram a posição do Deputado Marcio Miranda: o G8 já tinha empenhado a palavra ao Deputado Juvenil e nada os faria mudar de posição.
Quando ficamos a sós, eu e o Presidente Juvenil, pus-lhe a mão no ombro e admoestei-o a saber que, em havendo um embate com o Governo, defecções haveriam de alguns que acabavam de lhe emprestar suporte.
Afirmei-lhe que a firmeza do G8 surpreendera-me positivamente, à exceção do Deputado Seffer, que, ao meu ver, tendia a influir o grupo em favor do Governo.
O Presidente Juvenil aquiesceu preocupado. Respirou. O Palácio da Cabanagem era mira da artilharia da Governadora.
Por volta de 13H:50M fui informado de que o Governo transferira o seu palco de operações para o Centro Integrado de Governo, um centro de inteligência operacional do Estado, estrategicamente localizado em duas frentes urbanas: a Avenida Nazaré e a Governador José Malcher.
Às 15H00M estávamos no Diário do Pará, conferindo as informações que nos chegavam sobre o CIG.
A todo o momento a nossa lista aumentava ou diminuía, conforme emprestávamos veracidade ou não às mensagens que nos chegavam das mais diversas fontes, principalmente de deputados.
Juntou-se a nós, por volta das 17H00M o Prefeito Helder Barbalho, que me colocou na linha com um deputado que falava de dentro do CIG, de quem obtivemos a informação de que o Deputado Martinho Carmona fora chamado pela Governadora, para encabeçar a chapa governamental, mas, não conseguimos obter as quantas iam a sua posição.
Asseverei ao Deputado Jader que não acreditava em movimento algum do Deputado Carmona em nosso desfavor, ou já teríamos sido informados por quaisquer daqueles que ele porventura lograsse contatar em seu apoio. Tal juízo foi depois ratificado: o Deputado Martinho Carmona não só recusou o convite como aconselhou a Governadora a abandonar a empreitada a qual se contratara.
Fomos informados que o Governo instara o Deputado Seffer a encabeçar a chapa, mas, a falta de consenso em torno do seu nome e a resistência do G8 em quebrar o compromisso com o Deputado Juvenil, aguou-lhe o caldo pretendido.
A bateria do meu celular estava recarregando quando disparou o sino. Olhei o visor: eram 18H28M e o Puty. O Chefe de Gabinete do Governo não rodeou: pediu-me que não desligasse o celular e nem viajasse, pois ele estava ultimando algumas providências e me ligaria em seguida.
Repassamos os votos. As informações que tínhamos davam conta de que o Centro Integrado de Governo não conseguira romper o contingente de 18 deputados em suas fileiras. Isto nos dava a contingência de contar com os outros 22, pois a eleição se daria com apenas 40 membros no plenário, com o Deputado André Dias em tratamento de saúde em São Paulo.
Estávamos, portanto, embora com virtual maioria numérica, em uma situação delicada: quem tem 22 pode ter 18, sendo a recíproca verdadeira.
Concluímos que o grande problema do Governo era mesmo conseguir um nome para conduzir a peleja: este nome deveria ter força para aumentar o número no qual o CIG empacara e com o qual seria fatalmente derrotado.
Reconfirmei o G8 com os deputados Marcio Miranda e Haroldo Martins: ambos mantinham a posição e garantiam o grupo.
Eram 19H30M quando o Puty ligou novamente, informando-me que o Deputado Sefer iria ter comigo e deveríamos seguir para o CIG: a Governadora houvera concordado em lançar uma chapa somente para a mesa, deixando o Deputado Juvenil sem adversários na sua reeleição à Presidência da Assembléia Legislativa.
Aquiesci e desliguei. Levantei-me e, dirigindo-me aos demais, mirando o Deputado Jader Barbalho, disparei: “Eles capitularam! Não conseguiram votos para nos bater".
Expliquei a exclamação ao reproduzir a fala do Puty: se a Governadora houvera concordado em lançar uma chapa somente para a mesa, era sinal de que o Governo não conseguira candidato e nem votos suficientes para bater o Deputado Juvenil.
O Deputado Juvenil inquiriu o porquê de eu ter que me deslocar ao CIG nestas circunstâncias.
O Deputado Jader ponderou que seria indelicado recusar o convite da Governadora: passou-me as instruções e despachou-me para o palco de operações do Governo.
O Deputado Sefer me aguardava em uma esquina da Presidente Vargas, de onde me desviou para a Estação das Docas.
A brisa leve da Baía do Guajará soprava em uma mesa externa, na qual sentavam-se os deputados Adamor Aires e João Salame. O Deputado Sefer queria que ambos se deslocassem da chapa que tinha o PSDB na 1º vice-presidência para compor a chapa que seria lançada pela Governadora.
Os deputados Aires e Salame refutaram a alternativa: o G8 dera a palavra a uma chapa e não a quebraria em hipótese alguma.
Eu disse aos deputados que uma coisa me surpreendia agradavelmente neste episódio que vivíamos: os políticos resolveram manter as suas respectivas palavras.
O Deputado Sefer, na verdade, já esperava o resultado da conversa. Apenas provocou a pantomima para pedir-me, a caminho do CIG, que testemunhasse a Sua Excelência que ele houvera tentado.
Eram 22H20M quando entramos no CIG. O estacionamento estava em completa escuridão. O ar era sombrio, como o de um Palácio em estertores de resistência.
Tentei conferir os carros que a penumbra me permitia, para identificar os seus proprietários e assim apropriar-me da informação de quem estava lá. Segundo informações, lá estavam 17 deputados.
Fomos conduzidos, eu o Deputado Sefer, ao salão de reuniões, onde nos aguardavam o Presidente do PT, João Batista, e o Puty, que, após os cumprimentos, retirou-se, para logo em seguida retornar com a Governadora.
Acompanhei, com o olhar, a entrada de Sua Excelência no salão. Notei quão abatida ela estava. Vestia uma calça jeans clara e uma blusa branca. A sandália baixa, sem salto, tirava-lhe o porte da autoridade. O cansaço, de mãos dadas com a contrariedade, emprestava-lhe o ar de estresse que o rosto denunciava.
À medida que Sua Excelência de aproximava de mim, os traços que eu desenhava se tornavam mais nítidos e intensos. Quando ela chegou ao alcance do meu cumprimento, levantei-me e preparei-me para um diálogo não agradável.
Ela iniciou a fala repreendendo educadamente, mas de forma ríspida, a posição do PMDB: sentia-se traída pelo Presidente Juvenil, que alçara o PSDB à posição que ela contestava.
Respondi que a bancada do PT fora avisada, pelo Presidente Juvenil, que o PSDB seria chamado a compor a chapa e houvera concordado.
A Governadora retrucou que compor a chapa não era o caso, mas sim a posição nas composição é que não houvera sido antes consultada.
Ponderei que o Presidente, ao obter a aquiescência da bancada do PT, que inclusive me houvera sido confirmada pelo líder da mesma, Deputado Carlos Martins, não estava obrigado a evidenciar os detalhes da composição.
Sublinhei que o PT já estava contemplado, desde o início, com a posição mais importante da Mesa Diretora, a 1ª secretaria.
Asseverei que o impasse estava sendo causado por uma posição sem importância estratégica nos trabalhos da Casa: a 1ª vice-presidência sequer opinava na elaboração da pauta.
A Governadora voltou ao argumento de que o PT nunca participara da mesa quando era oposição.
Retruquei com a fala do Deputado Megale: assim fora por opção do partido e não por falta de convite.
A Governadora irritava-se com o exercício de esgrima em que se transformava o diálogo. Resolvi baixar a guarda: dando um tom amistoso ao timbre convidei a Governadora a abandonarmos aquele tipo de abordagem e procurarmos dar solução à equação que eu fora lá chamado para ajudar a montar.
A Governadora aquiesceu. Durante o diálogo constatei o quanto ela estava realmente cansada e desgastada com tudo aquilo: imaginei o que ela teria passado desde a sexta-feira, na tentativa de montar a sua infantaria. A lividez da sua tez denunciava que estava, para ela, sendo de alto custo pessoal e político o embate.
Este quadro, e não quaisquer outros argumentos me serviram de ponto de inflexão na decisão que tomei no salão do CIG: deveríamos tentar ajudar a Governadora a sair de um abismo que ela cavara com os próprios pés, ao entestar, precipitadamente, uma contenda que, naquele ponto, se mostrava inglória a todos os envolvidos nela.
Já houvéramos assegurado, com a desistência da Governadora de lançar uma chapa para disputar com o Deputado Juvenil, a manutenção do Palácio da Cabanagem. Era hora de iniciarmos uma operação de descompressão com o Palácio dos Despachos.
A Governadora abria a sua agenda quando a porta do salão se abriu e entraram os deputados Adamor Aires e João Salame, que queriam participar-lhe que não poderiam compor a chapa alternativa à mesa, pelo fato de já terem um compromisso.
Queria, o G8, afastar de si o anátema de um grupo fisiológico, formado, à juízo do Governo e da imprensa, para pressionar por interesses escusos: aquele seria o momento efetivo para mostrar que não agia desta forma.
A Governadora não os contestou e começou a expor-me a sua tática. Pediu-me algumas providências e instou-me a ajudá-la no intuito.
Eu já estava no CIG por mais de duas horas e os deputados que lá estavam, embora em outro prédio, obtiveram a informação: especulações começaram.
O sinal amarelo acendeu no departamento de contra-espionagem do PSDB e nos demais membros do G8 que não foram avisados, pelo Deputado Sefer, que eu iria ao CIG.
O meu celular tocou. Olhei o visor. Eram 23H50M e o Secretário Particular do Deputado Jader Barbalho, Antônio José, pedindo-me para que me afastasse, se eu estivesse na presença de alguém: o Deputado Jader precisava falar-me com urgência.
Pedi licença e procurei o banheiro, de onde avisei ao meu interlocutor que poderia falar: o Antonio José disparou que eu não mais deveria permanecer no CIG, pois a minha presença lá estava gerando movimentos no G8 e no PSDB que poderiam arranhar a solidez que houvéramos conseguido.
Passou o celular ao Deputado Jader, que foi mais incisivo, instando-me a deixar o local imediatamente: a cúpula do PSDB, e membros do G8, intuíam que a minha presença no CIG só poderia ser missão autorizada por ele e a cisma era de que eu estava incumbido de entregar à Sua Excelência a 1ª vice-presidência.
Respondi que eu estaria a caminho da residência do Presidente Juvenil, onde nos reuniríamos, em 15 minutos.
À saída do banheiro defrontei-me com o Puty, que conduzia o Deputado Arnaldo Jordy ao meu encontro: queria este ouvir de mim a confirmação de que o PMDB “autorizara” outra chapa da 1ª vice-presidência para baixo.
Convidei o Deputato Jordy para uma pequena sala e, sozinhos, narrei à ele tudo que ocorrera desde que eu chegara ao CIG. Perguntou-me se estava liberado do compromisso que fizera com o Presidente Juvenil de votar na chapa que tinha o PSDB na 1ª vice-presidência.
Respondi que o PMDB não tinha como impedir o lançamento de outra chapa, mas, que continuávamos a dar suporte à chapa já definida por nós à mesa.
Saímos e entramos no salão de reunião onde estava a Governadora. O Deputado Jordy revelou a Sua Excelência que já tinha dado a palavra ao Presidente Juvenil e iria mantê-la.
Despedi-me da Governadora prometendo-lhe uma ligação depois de estar com o Deputado Jader. Eu estava no meio do corredor de saída, quando ela me pediu que parasse e fez-me mais dois pedidos: comprometi-me a providenciar.
Eu deixava o CIG quando o celular tocou: eram 00H23M e o Deputado Haroldo Martins, que me revelava a rebordosa causada pela minha presença no CIG. Pedi-lhe tranqüilidade, assegurando-lhe que as coisas estavam sob controle.
À saída, avistei o carro do Deputado Roberto Santos. Lancei os olhos para o interior do veículo: lá estava o próprio Deputado Santos e achei que a vista me traia ao pensar ver, ao seu lado, o Deputado Manoel Pioneiro, do PSDB.
Mais tarde tive a confirmação de que os meus olhos não me traíram: o Deputado Pioneiro, atendendo ao chamado do Deputado Roberto Santos, que ousava cooptá-lo, tinha sido despachado ao CIG sob a autorização da inteligência do PSDB, para, aproveitando a oportunidade, apurar a minha estada lá.
Cheguei à residência do Deputado Juvenil. Narrei toda a estada no CIG e a intenção da Governadora. Descrevi o estado em que ela se encontrava e opinei que deveríamos tentar ajudá-la a não ser vencida no amanhecer.
Após quase uma hora de conversa, concluímos que a única saída seria convencer o PSDB a recuar, mas não iríamos, unilateralmente, afastá-los.
Eram 02H00M da terça-feira quando saímos da casa do Deputado Juvenil. À saída, o Deputado Jader pegou-me pelo braço afastando-me dos demais, e entregou-me a última missão daquela madrugada.
Cheguei em casa e fui ao meu gabinete preparar algumas providências. O celular tocou: eram 02H38M e a Governadora, que me pediu duas providências imediatas.
Antes de desligar ela vaticinou que se fosse derrotada na manhã que se avizinhava, ela seria obrigada a romper com o PMDB.
Fiz uma ligação ao Deputado Junior Hage que ainda atendeu àquela hora. Não quis mais incomodar o Deputado Juvenil e nem o Deputado Jader. Retornei a Sua Excelência e disse-lhe que a outra metade da empreitada pedida, eu me desincumbiria assim que raiasse o Sol.
Eram 03H05M quando entrei no quarto. Ann não abriu os olhos inquisidores: limitou-se a esticar-me o lençol.
Caos pelo interior
Caos mesmo, segundo foi informado ao blog, está a prefeitura de Canaã. Ribita fez e aconteceu e Anuar entrou de cabelos em pé com o que ficou sabendo até o momento.
Outro caos foi detectado em Marituba com os anos de ditadura de Antonio Armando. Dizem que por lá a confusão é tão grande que o prefeito Bertoldo anda se sentindo em um labirinto.
Outro caos foi detectado em Marituba com os anos de ditadura de Antonio Armando. Dizem que por lá a confusão é tão grande que o prefeito Bertoldo anda se sentindo em um labirinto.
Noivos
A relação entre dona Ana e seu Dudu está assim como a de noivos próximo ao altar.
Só falta mudar de mãos a aliança.
Só falta mudar de mãos a aliança.
Che em campo
O prefeito Darci de Parauapebas aproveita o Fórum Social Mundial e algumas de suas presenças para inaugurar o estádio municipal Che Guevara.
E por lá vai contar com a presença de Aleida Guevara March, filha do revolunionário que chega dia 21 em Belém para participar do FSM e aproveita para dar um pulinho em Pebas.
E por lá vai contar com a presença de Aleida Guevara March, filha do revolunionário que chega dia 21 em Belém para participar do FSM e aproveita para dar um pulinho em Pebas.
Fafá
Fafá aposentou o cartão de natal e mandou por e-mail aos amigos sua interpretação para Feliz Natal de Peterpan gravada em dueto por Emilinha Borba e Carlos Galhardo.
Foi tão elogiada mas tão elogiada que deve incluir a canção em seu próximo CD.
Foi tão elogiada mas tão elogiada que deve incluir a canção em seu próximo CD.
8 de jan. de 2009
Perguntar não ofende
Quando é que um parlamentar vai propor, finalmente, que não se possa uma moto andar com dois ocupantes?
Ou que se andando não possam estar de capacete?
Quando o pai, a mãe, o filho ou a filha do ilustríssimo for assassinado a bala por dois homens em uma moto como ocorreu no dia de hoje - mais uma vez - com o advogado Marcelo Castelo Branco Iúdice??????????????????????????????????
PELO AMOR DE DEUS!
Ou que se andando não possam estar de capacete?
Quando o pai, a mãe, o filho ou a filha do ilustríssimo for assassinado a bala por dois homens em uma moto como ocorreu no dia de hoje - mais uma vez - com o advogado Marcelo Castelo Branco Iúdice??????????????????????????????????
PELO AMOR DE DEUS!
Claro
A Claro acaba de chegar com tecnologia 2G aos seguintes municípios;
BENFICA
CASTANHAL
CAMETÁ
MARABÁ
MARITUBA
SANTARÉM
SANTA IZABEL DO PARÁ
BENFICA
CASTANHAL
CAMETÁ
MARABÁ
MARITUBA
SANTARÉM
SANTA IZABEL DO PARÁ
7 de jan. de 2009
Marginais
Santarém amanheceu com muros pichados ofensivos ao jornalista Jeso Carneiro, que mantém o muito lido Blog do Jeso. Coisa de marginal, moleque, gente pequena.
Ibrahin Sued dizia Jeso, que a "caravana passa e os cães ladram".
Tinha razão o turco.
Ibrahin Sued dizia Jeso, que a "caravana passa e os cães ladram".
Tinha razão o turco.
Campeão
Alguns amam, outros não.
Mas o fato é que nunca na história da Revista Bacana a mesma vendeu tanto como esta que tem a mais longa entrevista da vida de Jader e onde ele é a capa da publicação. Já esgotou duas vezes nas bancas e estamos chegando a uma terceira edição que precisa ser reposta urgentemente.
É...
Mas o fato é que nunca na história da Revista Bacana a mesma vendeu tanto como esta que tem a mais longa entrevista da vida de Jader e onde ele é a capa da publicação. Já esgotou duas vezes nas bancas e estamos chegando a uma terceira edição que precisa ser reposta urgentemente.
É...
Assim assim
As relações entre o ex governador Simão Jatene e o deputado federal Vic Pires Franco andam meio, assim assim.
Vic, parece, ainda não digeriu o apoio de Simão a Valeria.
Ou melhor, a falta dele.
Mas já há interlocutores bombeiros tentando apagar o fogo.
Vic, parece, ainda não digeriu o apoio de Simão a Valeria.
Ou melhor, a falta dele.
Mas já há interlocutores bombeiros tentando apagar o fogo.
2010 ???
Neste exato momento o senador pelo PSDB Flexa Ribeiro e o vice prefeito de Belém Anivaldo Vale do PR almoçam no manjar das Garças, em papo de voz baixa, de orelha.
Sucessão 2010 ?
Ah se eu fosse um mosquitinho...
Sucessão 2010 ?
Ah se eu fosse um mosquitinho...
FSM
Está nas mãos de Ana de de sua equipe o sucesso ou não do Fórum Social Mundial. Este sucesso significa muito para o estado, precisamos dele, de mostrar ao mundo um Fórum bem feito, melhorar a imagens do Estado.
O pessoal da Paratur, por exemplo, trabalhou muito para transformar o FSM em um grande evento. Mais de 45 jornalistas de todo o mundo são esperados em Belém.
E a maneira como seremos mostrados lá fora depende basicamente das ações do governo. Que ele seja abençoado.
O pessoal da Paratur, por exemplo, trabalhou muito para transformar o FSM em um grande evento. Mais de 45 jornalistas de todo o mundo são esperados em Belém.
E a maneira como seremos mostrados lá fora depende basicamente das ações do governo. Que ele seja abençoado.
Não
Foi com esta palavra que Hildegardo Nunes comunicou a Ana que não queria uma vaga de secretário, que lhe foi oferecido depois do episódio Sebrae.
Isso significa o seguinte; o PMDB não digeriu a intervenção do Governo do Estado na disputa pelo Sebrae, que tirou Hildegardode lá e colocou Sebastião Miranda.
Nunes foi para a prefeitura de Ananindeua.
Isso significa o seguinte; o PMDB não digeriu a intervenção do Governo do Estado na disputa pelo Sebrae, que tirou Hildegardode lá e colocou Sebastião Miranda.
Nunes foi para a prefeitura de Ananindeua.
Boato ?!
Nos corredores políticos corre a seguinte informação; Jatene para o Governo, Lira Maia como vice, Jader para uma das vagas do senado e Dudu para a outra.
No mesmo balaio PSDB, DEM, PMDB, PTB e o PR, que ficaria com a prefeitura via Anivaldo Vale.
Pode ser boato, mas se for, o PT vai ter de navegar sozinho?
PS: Corrigido anônimo, Anivaldo é do PR não do PP como escrevi. Merci.
No mesmo balaio PSDB, DEM, PMDB, PTB e o PR, que ficaria com a prefeitura via Anivaldo Vale.
Pode ser boato, mas se for, o PT vai ter de navegar sozinho?
PS: Corrigido anônimo, Anivaldo é do PR não do PP como escrevi. Merci.
4 de jan. de 2009
PRIMEIRO DE JANEIRO DE 2009
Quando penso no dia de hoje, no ano de 2009, nem parece que chegamos aqui. Eu tenho sempre a impressão que o tempo passa muito rápido, me surpreendo com o fato de já ser 2009.
Lembro que ontem falávamos sobre chegar ao ano 2000 e no entanto, já se passaram 9 anos. Também parece que foi ontem que eu estava chegando a Belém, e já se vão 9 anos. Enquanto escrevo olho para o meu filho, e ele já vai fazer dois anos e tenho certeza que foi ontem que peguei ele no colo pela primeira vez.
Tenho sempre esta sensação do parece que foi ontem.
Mas hoje é primeiro de janeiro de 2009. E a falta de sono me fez lembrar deste tempo passado, destes 37 anos. Ainda me recordo da árvore florida na frente da casa de minha avó, acho que um pinheiro, e de mim lá de cueca, não mais que 5 anos brincando com as folhas que caíam. Parece que foi ontem meu primeiro passeio de bicicleta pela cidade, escondido de minha outra avó. Lembro tão bem o quanto andei, o como longe fui, lembro da sombra das arvores no meu rosto, do vento e da sensação de liberdade, uma palavra que jamais me abandonou. Definitivamente a liberdade é o maior bem que tenho, sou livre por natureza, ou talvez sou livre desde aquele passeio de bicicleta que resultou em uma bronca homérica mas também me trouxe o sentido da liberdade que me acompanha até hoje. O passeio me fez conhecer a liberdade.
Ser livre para escolher meu caminho, ser livre para fazer da forma que quero, ser livre para acertar, para errar, para não ter amarras. Ser livre para largar, deixar para trás, abrir mão, jogar fora, trocar, mudar, virar, seguir reto, parar.
Liberdade. Que palavra linda essa.
Parece que foi ontem que saímos de Rio Claro de trem, rumo a uma terra que sonhava ser tão distante, lá no meio do mato, no Mato Grosso do Sul. As luzes da cidade maior ainda piscam dentro de mim.
O “prédio” que nada mais era que um pequeno edifício de 3 andares abrigou nossas performances de Michael Jackson, nossa imitação do Barão. Na garagem o banco que meu avô fez junto com a mesa virou uma primeira redação.
Uma redação que virou estúdio de rádio e TV, virava o que quiséssemos que fosse. Na frente do prédio o Círculo Militar e a discoteca. Que terror era chamar uma garota para dançar...
A violência se resumia a apanhar, jamais a levar um tiro. Isso parece que foi no século passado.
O Colégio Dom Bosco, seu teatro, sua banda de música, seu Grêmio Estudantil, sua igreja, seu coral, suas escadas longas, suas colunas enormes, seu grande pátio, as meninas chegando de saia, a excitação por conhecer gente assim, que parecia andar tão diferente de nós meninos, mexendo no cabelo, passando baton...
... ah as meninas quando chegaram ao Dom Bosco ! Sem dúvida um acontecimento em nossa vida. Nós garotos que vivíamos ali, em escola de padres só para nós de repente nos deparamos com moças. Na minha sala de 40 alunos eram sete. Sete e me recordo de todas, umas mais bonitas, outras menos, mas todas maravilhosas para nós.
O primeiro beijo no teatro, a primeira mão escorregando, a primeira vez. Foi ontem. E foi bom.
Como foi ontem que entrei no Jornal Cidade de Campo Grande da família Pinheiro. Um jornal já aquela época decadente, mas isso eu só vejo hoje. Ontem, quando lá cheguei com meus 13 anos era o New York Poste eu com minha coluninha datilografada pelo meu pai em mãos, era o Zózimo. Só de lembrar sinto um frio na barriga.
Foi ontem que segurei nas mãos o primeiro exemplar do jornal que me deixou os dedos repletos de tinta. Meu nome ali, umas coisinhas escritas e eu relendo, relendo, relendo, como se não acreditasse.
Também foi na madrugada passada que entrei no estúdio da recém inaugurada FM Cidade, no prédio da TV Manchete. Quando vejo todos tinham ido e lá estava eu com meus 16 anos só com duas vitrolas, um microfone, muitos LPs e uma madrugada inteira pela frente. Seria tudo perfeito se não fosse a vontade de fazer xixí. Quatro da manhã, botei um LP de trilha de novela e fui ao banheiro, que sei lá porque ficava do outro lado do elegante prédio. Quando voltei o telefone tocava e do outro lado da linha, um proprietário coruja me demitia por ter abandonado o estúdio da rádio.
Foi ontem que saí as 6 da manhã a pé, do outro lado da cidade, voltando para casa. Demitido e feliz.
Foi ontem que entrei pela primeira vez no estúdio da TV Bandeirantes, também recém inaugurada. Aquela câmera enorme, assim como o VT, o microfone, a luz...
Tudo tão grande e eu tão pequeno com meus 17 anos. Éramos 5 para fazer uma matéria. Hoje basta o repórter e o cinegrafista.
Meu avô Miro também nos deixou ontem, depois de dias doente. Foi nos meus braços, os olhos mais azuis que já vi na vida se fecharam e que bom que hoje, escrevendo aqui eu consiga ainda me emocionar com essa perda.
Depois veio a primeira mulher, a primeira criança - essa uma luz que me salvou de uma vida que se inclinava para o lado errado. Mais jornais, A Crítica, o Diário da Serra, o Jornal do Brasil Central, depois Porto Velho e o Alto Madeira, São Paulo e o Opção.
Mas sabe-se lá porque fiquei anos longe de tudo isso, sendo tudo e ao mesmo tempo sendo nada nem ninguém. Os anos mais tristes da minha vida e, como por encanto, anos que parecem tão distante, parece que jamais os vivi, graças a Deus.
Rio Claro, Campinas, Limeira, Piracibaba, Ribeirão Preto, Campo Grande, Porto Velho, Fortaleza, Rio Branco, Belém.
Aqui me reencontrei com minha profissão. Parece que foi ontem que vendi um apartamentozinho financiado, coisa de 15 mil, e comecei um programa nas madrugadas da TV. Como foi difícil.
Tudo novo, tudo desconhecido, o primeiro programa foi gravado com um microfone de karaokê. A primeira edição demorou uma semana e mostrava nós, felizes, pela baía a bordo do Tribo dos Kaiapós. Engraçado, não parece que foi ontem.
O tempo passou, tantas festas, tantos eventos, tantas entrevistas. Dei o meu melhor, me senti novamente vivo, feliz.
Com o tempo veio o reconhecimento, a grana, os funcionários, a revista, o Diário, os programas de rádio,o blog, os sites.
Hoje posso dizer que Belém me deu muito mais do que eu esperava quando comecei. Belém me deu até um nome novo, sou o Bacana. E ser o Bacana é um patrimônio espetacular, meu e ninguém jamais vai me tirar. Serei o Bacana em que canal estiver, em que emissora for, em que jornal escrever, mesmo que eu pare de trabalhar, assim mesmo serei o Bacana.
Que coisa !
E neste dia primeiro deste ano que começa me sinto cansado.
Não sei como será 2009. Tenho tantos planos, tantos projetos mas talvez eles nem saiam da cabeça. Já fizemos muito para quem esperava apenas trabalhar naquilo que gostava.
Mas sei que isso eu digo agora, quando um ano todo me pesa nos ombros e quando a única coisa que quero é não querer fazer nada.
Daqui a alguns dias vai passar, pelo menos sempre passou, e o formigamento vem, as novidades, as invenções. Nada extraordinário, apenas projetos que me dêem prazer, pois a liberdade que conheci nas rodas da bicicleta me ensinou que o maior compromisso que temos no mundo, é o de fazer o possível para sermos felizes.
Faça o possível para ser feliz você também, vai valer a pena. Um feliz 2009.
Lembro que ontem falávamos sobre chegar ao ano 2000 e no entanto, já se passaram 9 anos. Também parece que foi ontem que eu estava chegando a Belém, e já se vão 9 anos. Enquanto escrevo olho para o meu filho, e ele já vai fazer dois anos e tenho certeza que foi ontem que peguei ele no colo pela primeira vez.
Tenho sempre esta sensação do parece que foi ontem.
Mas hoje é primeiro de janeiro de 2009. E a falta de sono me fez lembrar deste tempo passado, destes 37 anos. Ainda me recordo da árvore florida na frente da casa de minha avó, acho que um pinheiro, e de mim lá de cueca, não mais que 5 anos brincando com as folhas que caíam. Parece que foi ontem meu primeiro passeio de bicicleta pela cidade, escondido de minha outra avó. Lembro tão bem o quanto andei, o como longe fui, lembro da sombra das arvores no meu rosto, do vento e da sensação de liberdade, uma palavra que jamais me abandonou. Definitivamente a liberdade é o maior bem que tenho, sou livre por natureza, ou talvez sou livre desde aquele passeio de bicicleta que resultou em uma bronca homérica mas também me trouxe o sentido da liberdade que me acompanha até hoje. O passeio me fez conhecer a liberdade.
Ser livre para escolher meu caminho, ser livre para fazer da forma que quero, ser livre para acertar, para errar, para não ter amarras. Ser livre para largar, deixar para trás, abrir mão, jogar fora, trocar, mudar, virar, seguir reto, parar.
Liberdade. Que palavra linda essa.
Parece que foi ontem que saímos de Rio Claro de trem, rumo a uma terra que sonhava ser tão distante, lá no meio do mato, no Mato Grosso do Sul. As luzes da cidade maior ainda piscam dentro de mim.
O “prédio” que nada mais era que um pequeno edifício de 3 andares abrigou nossas performances de Michael Jackson, nossa imitação do Barão. Na garagem o banco que meu avô fez junto com a mesa virou uma primeira redação.
Uma redação que virou estúdio de rádio e TV, virava o que quiséssemos que fosse. Na frente do prédio o Círculo Militar e a discoteca. Que terror era chamar uma garota para dançar...
A violência se resumia a apanhar, jamais a levar um tiro. Isso parece que foi no século passado.
O Colégio Dom Bosco, seu teatro, sua banda de música, seu Grêmio Estudantil, sua igreja, seu coral, suas escadas longas, suas colunas enormes, seu grande pátio, as meninas chegando de saia, a excitação por conhecer gente assim, que parecia andar tão diferente de nós meninos, mexendo no cabelo, passando baton...
... ah as meninas quando chegaram ao Dom Bosco ! Sem dúvida um acontecimento em nossa vida. Nós garotos que vivíamos ali, em escola de padres só para nós de repente nos deparamos com moças. Na minha sala de 40 alunos eram sete. Sete e me recordo de todas, umas mais bonitas, outras menos, mas todas maravilhosas para nós.
O primeiro beijo no teatro, a primeira mão escorregando, a primeira vez. Foi ontem. E foi bom.
Como foi ontem que entrei no Jornal Cidade de Campo Grande da família Pinheiro. Um jornal já aquela época decadente, mas isso eu só vejo hoje. Ontem, quando lá cheguei com meus 13 anos era o New York Poste eu com minha coluninha datilografada pelo meu pai em mãos, era o Zózimo. Só de lembrar sinto um frio na barriga.
Foi ontem que segurei nas mãos o primeiro exemplar do jornal que me deixou os dedos repletos de tinta. Meu nome ali, umas coisinhas escritas e eu relendo, relendo, relendo, como se não acreditasse.
Também foi na madrugada passada que entrei no estúdio da recém inaugurada FM Cidade, no prédio da TV Manchete. Quando vejo todos tinham ido e lá estava eu com meus 16 anos só com duas vitrolas, um microfone, muitos LPs e uma madrugada inteira pela frente. Seria tudo perfeito se não fosse a vontade de fazer xixí. Quatro da manhã, botei um LP de trilha de novela e fui ao banheiro, que sei lá porque ficava do outro lado do elegante prédio. Quando voltei o telefone tocava e do outro lado da linha, um proprietário coruja me demitia por ter abandonado o estúdio da rádio.
Foi ontem que saí as 6 da manhã a pé, do outro lado da cidade, voltando para casa. Demitido e feliz.
Foi ontem que entrei pela primeira vez no estúdio da TV Bandeirantes, também recém inaugurada. Aquela câmera enorme, assim como o VT, o microfone, a luz...
Tudo tão grande e eu tão pequeno com meus 17 anos. Éramos 5 para fazer uma matéria. Hoje basta o repórter e o cinegrafista.
Meu avô Miro também nos deixou ontem, depois de dias doente. Foi nos meus braços, os olhos mais azuis que já vi na vida se fecharam e que bom que hoje, escrevendo aqui eu consiga ainda me emocionar com essa perda.
Depois veio a primeira mulher, a primeira criança - essa uma luz que me salvou de uma vida que se inclinava para o lado errado. Mais jornais, A Crítica, o Diário da Serra, o Jornal do Brasil Central, depois Porto Velho e o Alto Madeira, São Paulo e o Opção.
Mas sabe-se lá porque fiquei anos longe de tudo isso, sendo tudo e ao mesmo tempo sendo nada nem ninguém. Os anos mais tristes da minha vida e, como por encanto, anos que parecem tão distante, parece que jamais os vivi, graças a Deus.
Rio Claro, Campinas, Limeira, Piracibaba, Ribeirão Preto, Campo Grande, Porto Velho, Fortaleza, Rio Branco, Belém.
Aqui me reencontrei com minha profissão. Parece que foi ontem que vendi um apartamentozinho financiado, coisa de 15 mil, e comecei um programa nas madrugadas da TV. Como foi difícil.
Tudo novo, tudo desconhecido, o primeiro programa foi gravado com um microfone de karaokê. A primeira edição demorou uma semana e mostrava nós, felizes, pela baía a bordo do Tribo dos Kaiapós. Engraçado, não parece que foi ontem.
O tempo passou, tantas festas, tantos eventos, tantas entrevistas. Dei o meu melhor, me senti novamente vivo, feliz.
Com o tempo veio o reconhecimento, a grana, os funcionários, a revista, o Diário, os programas de rádio,o blog, os sites.
Hoje posso dizer que Belém me deu muito mais do que eu esperava quando comecei. Belém me deu até um nome novo, sou o Bacana. E ser o Bacana é um patrimônio espetacular, meu e ninguém jamais vai me tirar. Serei o Bacana em que canal estiver, em que emissora for, em que jornal escrever, mesmo que eu pare de trabalhar, assim mesmo serei o Bacana.
Que coisa !
E neste dia primeiro deste ano que começa me sinto cansado.
Não sei como será 2009. Tenho tantos planos, tantos projetos mas talvez eles nem saiam da cabeça. Já fizemos muito para quem esperava apenas trabalhar naquilo que gostava.
Mas sei que isso eu digo agora, quando um ano todo me pesa nos ombros e quando a única coisa que quero é não querer fazer nada.
Daqui a alguns dias vai passar, pelo menos sempre passou, e o formigamento vem, as novidades, as invenções. Nada extraordinário, apenas projetos que me dêem prazer, pois a liberdade que conheci nas rodas da bicicleta me ensinou que o maior compromisso que temos no mundo, é o de fazer o possível para sermos felizes.
Faça o possível para ser feliz você também, vai valer a pena. Um feliz 2009.
Devagarinho
O blog caminha devagar neste início de ano. Férias!!!
O programa de TV está todo gravado, o menor de meus problemas, a coluna no Diário já segue a alguns dias em ritmo lento mas continuará a ser feita pela Gerusa Braga e Agenor Santos de nossa equipe e no blog as vezes posto algo, recolhendo informações via fone ou falando de qualquer coisa que não seja propriamente informações sobre o Pará.
Mas sigo escrevendo, mais devagar.
Um 2009 cheio de saúde para nossos compreensivos leitores. E saúde, acreditem, é o que importa pra valer nesta vida.
O programa de TV está todo gravado, o menor de meus problemas, a coluna no Diário já segue a alguns dias em ritmo lento mas continuará a ser feita pela Gerusa Braga e Agenor Santos de nossa equipe e no blog as vezes posto algo, recolhendo informações via fone ou falando de qualquer coisa que não seja propriamente informações sobre o Pará.
Mas sigo escrevendo, mais devagar.
Um 2009 cheio de saúde para nossos compreensivos leitores. E saúde, acreditem, é o que importa pra valer nesta vida.
3 de jan. de 2009
DAS
O ano começou triste, deprê para muita gente. Lá pelos lados da CTBel teve choro. Mas não adiantou não, nem o choro nem a vela.
Dois mil e quinhentos foram postos na rua e esperam ansiosos pela lista de indicações novas de vereadores, secretários e partidos. Depende deles, e só deles os nomes indicados.
E que podem voltar para o sonho da DAS ou...
Reforçar a fila do desemprego.
Dois mil e quinhentos foram postos na rua e esperam ansiosos pela lista de indicações novas de vereadores, secretários e partidos. Depende deles, e só deles os nomes indicados.
E que podem voltar para o sonho da DAS ou...
Reforçar a fila do desemprego.
Posse
Na posse de Dudu no Palácio Antonio Lemos tinha jornalistas e pseudos que dariam para encher uma Scania.
Duciomar aproveitou para enfatizar a parceria com o Governo, falou das obras que estão paradas mas vão voltar, elogiou o TJ e os novos companheiros da Câmara.
Mas o que chamou a atenção mesmo foi o semblante dele. Dizem, estava com um rosto novinho.
Sem maldade.
Duciomar aproveitou para enfatizar a parceria com o Governo, falou das obras que estão paradas mas vão voltar, elogiou o TJ e os novos companheiros da Câmara.
Mas o que chamou a atenção mesmo foi o semblante dele. Dizem, estava com um rosto novinho.
Sem maldade.
Rádio
Wladimir Costa anunciou na posse do prefeito de Marituba dia primeiro que acabara de inaugurar uma rádio na cidade.
A FM,segundo o deputado, vai ter sinal para Marituba e Ananindeua.
Tá, quem conhece Wlad aposta que o sinal pega até em Altamira.
A FM,segundo o deputado, vai ter sinal para Marituba e Ananindeua.
Tá, quem conhece Wlad aposta que o sinal pega até em Altamira.
Eu voltarei
Com essa frase Maria passou o cargo para o vereador José Maria Tapajós. Olhando do ponto de vista da democracia, da vontade popular, não deixa de ser uma baita sacanagm com Maria, que foi eleita e não pode assumir.
Do ponto de vista jurídico sei lá. Alguns dizem que ela está correta, outros que está errada, no espaço jurídico cabe muitas interpretações.
Interpretações que definitivamente não tem nada a ver com vontade popular. Mas isso é outra história...
Do ponto de vista jurídico sei lá. Alguns dizem que ela está correta, outros que está errada, no espaço jurídico cabe muitas interpretações.
Interpretações que definitivamente não tem nada a ver com vontade popular. Mas isso é outra história...
Arbage
O rolo compressor de Dudu passou pela Câmara Municipal e elegeu Walter Arbage presidente da casa.
Pio Netto ficou olhando a nuvem passar, Alfredo Costa também. Jader fechou com Duciomar e Scaff acabou ficando na primeira secretaria.
O ano começa bem para o prefeito se a oposição ferrenha de Pirão que volta para casa.
Pio Netto ficou olhando a nuvem passar, Alfredo Costa também. Jader fechou com Duciomar e Scaff acabou ficando na primeira secretaria.
O ano começa bem para o prefeito se a oposição ferrenha de Pirão que volta para casa.
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